Este blog é dedicado a todos os curiosos que desejam saber mais sobre Arte e Música Popular Brasileira. Para os francófonos, uma oportunidade de descobrir um novo e fascinante universo cultural. Para os brasileiros, o interesse em conhecer o ponto de vista de um jornalista europeu sobre sua rica produção artística
Dominguinhos chante Luiz Gonzaga dans Tropicalia (part.2)
Voici la liste des titres joués en direct dans le programme Tropicalia du 16/10. Pour réécouter cette émission et d’autres plus anciennes, cliquez ICI
Eis aqui a lista das canções tocadas ao vivo no programa Tropicália do dia 16/10. Pra escutar este programa, e outros mais antigos, clique AQUI. -DOMINGUINHOS (c/ Gilberto Gil) : « Forró de Mané Vito »(Zé Dantas/ Luiz Gonzaga) -DOMINGUINHOS (c/ Tânia Alves) : « Qui nem giló » (Luiz Gonzaga/ Humberto Teixeira) -REGINA SOUZA :« A Estrada »(Toni Garrido/ Lazão/ da Gama/ B.Farias) -JORGE BEN :« O Circo chegou »(Jorge Ben) -LUCAS SANTTANA :« Amor em Jacumã » (L.Santtana) -PAULO CORRÊA :« Confesso »(Paulo Corrêa) -FREJAT/ PAULO GONZO :« Segredos »(Frejat) -MOACYR LUZ (c/ Zeca Pagodinho): « Vida da minha vida »(Sereno/ Moacyr Luz) -TRÊS MENINAS DO BRASIL :« Menina amanhã de manha » (Tom Zé/ Perna Froes) -ALCEU VALENÇA : « Chuvas de cajus » (Alçeu Valença) -MARIZA : « Fronteiras »(P.H. de Mello/ M.Pacheco) -VERÔNICA FERRIANI : « Ahiê » (João Donato/ P.C.Pinheio) -CRIS AFLALO :« Conceiçao dos coqueiros »(Lula Queiroga/ Lulu Oliveira/ A.Bicudo) -RODRIGO BITTENCOURT : « Não é pecado »(R.Bittencourt/ Nilo Romero) -MARIA ALCINA : « Espaço sideral »(Moisés Santana) -JORGE BEN : « Taj Mahal » (Jorge Ben)
Edu Krieger, destaque de Tropicalia 35-part. 1- (foto Daniel A.)
Voici la liste des titres joués en direct dans le programme Tropicalia du 16/10. Pour réécouter cette émission et d’autres plus anciennes, cliquez ICI
Eis aqui a lista das canções tocadas ao vivo no programa Tropicália do dia 16/10. Pra escutar este programa, e outros mais antigos, clique AQUI.
-FAROFA CARIOCA :« Moro no Brasil »(Seu Jorge/ W.Jefferson/ J.Joviniano/ G.Moura) -FINO COLETIVO :« Boa hora » (Alvinho Lancelotti/ Domenico Lancelotti) -FAFÁ DE BELÉM :« Dentro de mim mora um anjo »(Suely Costa/ Cacaso) -EDU KRIEGER :« A Lua é testemunha »(Edu Krieger) -EDU KRIEGER :« Quando ela ri »(Edu Krieger) -MARCOS VALLE & CELSO FONSECA :« Pra tocar assim »(Valle/ Fonseca) -CÉLIA :« Pecado capital »(Paulinho da Viola) -MARIA BETHÂNIA : (c/ Caetano e Gil) :« Saudade dela » (Roberto Mendes/Nizaldo Costa) -CÁSSIA ELLER : « Brasil » (Cazuza/ George Israel/ Nilo Romero) -CAZUZA :« Um Trem para as estrelas »(Cazuza/ Gilberto Gil) -DURVAL FERREIRA (c/Amanda Bravo) : « Nostalgia da Bossa »(D.Ferreira/ Regina Werneck) -BETO VILLARES (c/Zélia Duncan) : « Redentor »(Beto Villares/ Zélia Duncan) -ERASMO CARLOS :« Jogo sujo »(Erasmo Carlos)
"Batucando" de Moacyr Luz: une des meilleures productions samba de 2009.
(texte français, texte português traduzido do francês)
La fin de l’année approche et, avec elle, son lot de rétrospectives en tout genre. Comme en 2008, ce blog et l’émission Tropicália ne seront pas en reste. Dans un soucis de revoir studieusement quelle fut la bande sonore de cette année, je me suis dit qu’il était temps de réécouter avec soin les bonnes « plaques » pour établir début janvier, la liste des albums qui auront attiré mon attention en 2009. Une opinion toute subjective, bien évidemment. Pour tenir au plus près de l’actualité musicale, je me suis toujours informé auprès de deux sources musicales sérieuses (en lien ici, sur la colonne de droite): le blog super informatif du journaliste Mauro Ferreira (O Dia) ; et la liste exhaustive des albums reçus par Antônio Carlos Miguel –journaliste musical d'O Globo- éditée également sur son blog. Et donc, le 16 novembre dernier, en compagnie des auditeurs qui écoutaient en direct l’édition 35 de Tropicália (bientôt en podcast ici), j’ai commencé à survoler les mois de janvier et février 2009, aux travers de quelques bonnes productions, qui méritent que l’on s’y attarde. Petit à petit, les autres mois défileront au fil des émissions –et ici même- jusqu’à la fin de l’année. Allons-y… !
Sobrevoando 2009: janeiro e fevereiro...
O final do ano se aproxima, e com ele, uma fornada de retrospectivas de todos os gêneros. Como em 2008, esse blog e a transmissão de Tropicália não ficarão de fora dessa folheada sobre o que ocorreu em 2009.Dentro de uma preocupação de rever conscienciosamente qual foi a « trilha sonora » desse ano, eu disse a mim mesmo que já era tempo de reescutar com cuidado as boas « placas », para estabelecer, a partir de janeiro, a lista de álbuns que tenham chamado a minha atenção em 2009. Uma opinião absolutamnte subjetiva, evidentemente. Para me manter atualizado ao máximo acerca das atualidades musicais, eu busco estar sempre bem informado junto às duas fontes sérias relacionadas aqui, na coluna à direita : o blog super informativo do jornalista Mauro Ferreira (O Dia) ; e a lista completíssima de álbuns recebidos e listados por Antônio Carlos Miguel –jornalista musical que conta com uma coluna no jornal O Globo- editada paralelamente em seu blog no Globoonline.E então, ontem à noite, em companhia dos ouvintes que escutavam diretamente a edição nº 35 do programa Tropicália (em breve aqui, em podcast), eu comecei a sobrevoar os meses de janeiro e fevereiro de 2009, através de algumas boas produções, merecedoras de que se demore um pouco sobre elas. Pouco a pouco, as demais desfilarão através do fio das transmissões –e aqui mesmo- precisamente até o final do ano.E aqui vamos nós... !
"Mordida" do Rodrigo Bittencourt, um disco pop/rock venenoso e excitante.
JANVIER : Entre le réveillon et le carnaval, pas de répit ! Moacyr Luz lance déjà un des bons albums de samba à l’aube cette année avec « Batucando » (photo en début de post). De son côté, Rodrigo Maranhão et son groupe Bangalafumenga, nous offrent un florilège de rythmes festifs avec « Barraco dourado ».
À l’opposée, Olivia Byington nous propose le très intimiste « Perto », la version cd de son spectacle déjà sorti en dvd « A vida de perto ». Un voyage tout en douceur, voix et guitare, entre reprises anglaises, françaises et portugaises, et des compositions de la délicate chanteuse. Il était temps !! Ce mois de janvier nous fait découvrir enfin un vrai album de pop/rock vénéneux et excitant avec Rodrigo Bittencourt et « Mordida » (voir photo ci-dessus), deuxième travail musical pour ce jeune musicien écrivain et cinéaste. Du côté des dvd’s, on notera : - le retour un peu pâle de Verônica Sabino avec « Que nega é essa » (on aurait préféré un album d’inédits de cette très bonne chanteuse) - le show de l’excellent samba/soulman, Markus Riba - la sortie d’un des plus brillants projets de 2008, le show « Três meninas do Brasil », qui réunit sur scène Jussara Silveira, Rita Ribeiro et Teresa Cristina, pour un spectacle qui pourrait s’apparenter à un guide didactique à travers les rythmes les plus divers du Brésil.
JANEIRO :Entre o réveillon e o carnaval, nada de descanso ! Moacyr Luz já lança um dos melhores álbuns de samba ao alvorecer desse ano, com « Batucando » (foto acima).
Por seu lado, Rodrigo Maranhão e seu grupo percussivo Bangalafumenga, nos oferece uma coletânea de ritmos festivos com « Barraco dourado ».Em oposição, Olivia Byington nos propõe o muito intimista « Perto », a versão em cd de seu espetáculo já lançado em dvd « A vida de perto ». Uma viagem bem meiga, voz e violão, por entre peças inglesas, francesas e potuguesas, além de composições da própria delicada cantora. E já era tempo !! Esse mês de janeiro nos fez descobrir enfim um verdadeiro disco de pop/rock venenoso e excitante, com Rodrigo Bittencourt, em « Mordida » (foto acima), segundo trabalho musical com a assinatura desse jovem músico e escritor. No tocante aos dvd’s, fazem-se notar :
- o retorno um tanto pálido de Verônica Sabino, com « Que nega é essa » (seria prefeível um álbum de inéditos dessa excelente cantora); - o show do excelente samba/soulman Markus Riba ; -o lançamento de um dos mais brilhantes projetos de 2008: o show « Três meninas do Brasil », que reuniu em cena Jussara Silveira, Rita Ribeiro e Teresa Cristina, num espetáculo que poderia comparar-se a um guia didático através dos ritmos mais diversos do Brasil.
Alceu Valença revisite des titres moins connus dans l'excellent "Ciranda mourisca"
FEVRIER : La presse spécialisée s’enthousiasme pour « Violas de bronze » de Siba et Roberto Corrêa qui nous plongent aux plus profonds des racines du Sertão. Un album précieux, mais ardu. Pas besoin de beaucoup d’explications pour un titre qui parle pour lui-même : « Samba e Jazz » de Wagner Tiso, nous offre avec grand orchestre, un des très bons albums instrumentaux de l’année. Du Portugal, nous vient Maria João Quadros, qui lance au Brésil son album « Fado mulato ». Le répertoire est fait de compositions d’artistes brésiliens –pour la plupart- qui se mettent au service du style portugais. Parmi eux, Chico César, Pedro Luis, Zeca Baleiro, Ivan Lins ou Alzira Espindola. Mais la grande diva du Fado moderne reste sans conteste Mariza qui, en ce mois de février, lance son quatrième album « Terra », qui va bien au-delà du fado traditionnel. Retour au Brésil où Paralamas do Sucesso propose « Brasil afora », un album plus lumineux que ses prédécesseurs « Hoje » (2005) et « Longo caminho » (2002). Un répertoire plus métissé aussi, en accord avec les débuts du groupe. Tout aussi léger et solaire, le disque de la révélation pop branchée du mois s’appelle Little Joy, groupe américano-brésilien composé de Rodrigo Amarante (Los Hermanos), Fabrizio Moretti (The Strokes), et la chanteuse Binki Shapiro.
Parmi les albums déjantés mais excellents, l’extravagante Maria Alcina nous livre « Confete e serpentina », mixture brillante entre l’électronique, la samba, et le frevo ébouriffé du Nordeste. Un certain côté kitch lui confère un aspect branché. Et puisqu’on évoque le Nordeste, un des grands noms du Pernambuco, Alceu Valença, sort le très bon « Ciranda Mourisca » (photo ci-dessus) qui -s’il n’est pas fait d’inédits- nous propose une relecture acoustique et subtile de titres moins connus qui ont émaillés sa carrière. Coup de cœur et confirmation pour Cris Aflalo et son second album très classe « Quase tudo dá » qui, outre quelques bonnes compositions personnelles, revisite de sa voix suave et légère des faces B de Caetano Veloso, Lula Queiroga, Gilberto Gil, Carlos Careqa ou encore Arnaldo Antunes. Également de São Paulo, la jeune Verônica Ferriani lance son premier album aux sonorités samba jazz. L’excellente production et le mixage du duo formé par sa voix au timbre velouté, et le Fender Rhodes, arrive à donner une belle cohésion à un ensemble à priori disparate (compositions de Paulinho da Viola, Gonzaguinha, João Donato, Assis Valente, Cassiano, etcetera). Une partie de ses albums sera illustrée dans le podcast Tropicalia 35 (part 2). A suivre…A seguir…To be continued….
FEVEREIRO : Não há necessidade de muitas explicações para um título que fala por si mesmo : « Samba e Jazz », de Wagner Tiso, que nos pesenteia, com grande orquestra, um dos muito bons álbuns instrumentais do ano. A imprensa especializada se entusiasmou com « Violas de bronze », de Siba e Roberto Corrêa, que nos faz mergulhar nas mais profundas raízes do sertão. Um álbum precioso, porém árido. De Portugal, nos vem Maria João Quadros, que lança no Brasil seu álbum « Fado mulato ». O repertório é composto de composições de artistas brasileiros –em sua maior parte- que se colocaram a serviço do estilo português. Dentre eles : Chico César, Pedro Luis, Zeca Baleiro, Ivan Lins e Alzira Espindola.
Mas a grande diva do Fado moderno continua sendo sem discussão Mariza que, nesse mês de fevereiro lança seu quarto disco, « Terra », que vai além do fado tradicional. Retornado ao Brasil, onde o Paralamas do Sucesso propõe seu « Brasil afora », um álbum mais luminoso do que seus predecessores « Hoje » (2005) e « Longo caminho » (2002). Um repertório mais miscigenado, de acordo com as origens do grupo. Assim também, leve e solar, o disco revelação do pop vivo do mês se chama Little Joy, grupo norteamericano-brasileiro composto por Rodrigo Amarante (Los Hermanos), Fabrizio Moretti (The Strokes), e a cantora Binki Shapiro. Dentre os álbuns extravagantes, mas no entanto excelentes, Maria Alcina nos apresenta « Confete e serpentina », mistura brilhante de música eletrônica, samba, e frevo eriçado do Nordeste. Um certo lado kitch confere ao disco um tom antenado. E uma vez evocando o Nordeste, um dos grandes nomes de Pernambuco : Alceu Valença, que lança o muito bom « Ciranda Mourisca », que –do momento em que ele não apresenta inéditos- nos oferece uma releitura acústica e sutil dos títulos mais conhecidos que ornam sua carreira.
Amor à primeira vista e confirmação do mesmo por Cris Aflalo e seu segundo álbum de alta categoria, « Quase tudo dá », que além de algumas boas composições pessoais, revisita com sua voz suave e ligeira os lados « B » de Caetano Veloso, Lula Queiroga, Gilberto Gil, Carlos Careqa e ainda Arnaldo Antunes. Também de São Paulo, a jovem Verônica Ferriani lança seu primeiro álbum sob a sonoridade do samba jazz. A excelente produção e a mixagem do duo formado por sua voz de timbre aveludado e o som do Fender Rhodes, chegam a resultar na bela coesão de um repertório a priori sem discordante (composições de Paulinho da Viola, Gonzaguinha, João Donato, Assis Valente, Cassiano, etc. ...). Uma parte desses álbuns será ilustrada no podcast Tropicalia 35 (parte 2). A suivre… A seguir…To be continued…
Ataulfo Alves (1909-1969) destaque do programa do 09/10 (foto divulg)
Voici la liste des titres joués en direct dans le programme Tropicalia du 9/10. Pour réécouter cette émission et d’autres plus anciennes, cliquez ICI Eis aqui a lista das canções tocadas ao vivo no programa Tropicália do dia 09/10. Pra escutar este programa, e outros mais antigos, clique AQUI.
-MÁRCIA CASTRO :« Ai que saudade da Amélia »(Ataulfo Alves/ Mário Lago) -ELZA SOARES : « Na cadência do samba »(Ataulfo Alves/ Matilde Alves/ Paulo Gesta) -LUANA CARVALHO E QUINTETO EM BRANCO E PRETO (c/ Beth Carvalho) :« Leva meu samba » (Ataulfo Alves) -RODRIGO CAMPOS (c/ Curumin) : « Sem estrela »(Rodrigo Campos) -MARIA BETHÂNIA :« O Que eu não conheço » (Jorge Vercillo/ J.Velloso) -FRANCIS HIME :« Existe um céu » (Francis Hime/ Geraldo Carneiro) -ADRIANA PARTIMPIM :« Gatinha Manhosa »(Roberto Carlos/ Erasmo Carlos) -CAETANO VELOSO & ROBERTO CARLOS :« Wave »(Tom Jobim) -CRIS AFLALO :« Quase tudo »(Péricles Cavalcanti/ Arnaldo Antunes) -ISABELLA TAVIANI : « Presente-passado »(Isabella Taviani) -O RAPPA :« Ilê ayê » (Paulinho Camafeu) -ANA CAÑAS :« Na multidão » (A.Cañas/ Liminha/ A.Antunes) -KID ABELHA : « Os Outros » (Leoni/ Bruno Fortunado/ George Israel) -FREJAT & PAULINHO MOSKA :« O Poeta esta vivo »(Frejat/ Dulce Quental) -CÉU (c/ Negresko Sis) : « Bubuia » (Céu/ Thalma de Freitas/ Anelis Assupção) -SUELY MESQUITA :« Zona e progresso»(A. Mess/ Pedro Luis/ Suely Mesquita) -OS MUTANTES :« Panis e circenses »(Caetano Veloso/ Gilberto Gil) -OS MUTANTES:« Samba do Fidel »(Sergio Dias/ Tom Zé) -PARALAMAS :« Trac Trac »(Fito Paes/ v :Herbert Vianna)
Roberto Menescal, Theatro Rival (Rio), 22/10 (photo Daniel A.)
(texte français, texto português traduzido do francês, destinado aos leitores aprendizes)
« À force de vouloir chercher à tout prix ce qui se fait de mieux sur la nouvelle scène musicale –jusque dans les recoins les plus alternatifs- je finis par oublier mes classiques. Et donc la genèse de ma passion pour la musique brésilienne. C’est la réflexion qui vint à l’esprit en réécoutant avec bonheur le répertoire essentiel de Roberto Menescal….». Ainsi avais-je entamé mon texte sur le show de Gilberto Gil, il y a peu, et comme promis, je reviens sur le show « Galeria Menescal » auquel je fus aimablement convié le 22 octobre dernier au Théâtre Rival (RJ). Soyons lucides, si la Bossa Nova a toujours connu une certaine renommée en Europe, peu nombreux sont ceux qui parviennent à associer quelques noms à la fondation de ce mouvement musical révolutionnaire. Tout au plus, on vous citera João Gilberto, et avec beaucoup d’optimisme, Antônio Carlos Jobim.Les noms de Roberto Menescal, Carlos Lyra, Durval Ferreira ou Oscar Castro Neves, sont pour ainsi dire inconnus, même si tout le monde –ou presque- possède dans un coin de sa tête la mélodie d’O Barquinho (Menescal/ Bôscoli) ou de Maria Ninguém (Carlos Lyra), sans en connaître ni le titre ni ses auteurs. Je ne parle pas ici du Japon, terre dont j’ai arrêté de vouloir comprendre, depuis longtemps, la logique culturelle… En revisitant son répertoire, le 22 octobre dernier, avec sa complice Wanda Sá et le jeune groupe vocal BeBossa, Roberto Menescal rappela à ceux qui ont la mémoire courte (comme moi, parfois...) qu’il avait été un acteur incontournable de la Bossa Nova. O Barquinho, Vagamente, Você, Telefone, Rio, Ah se eu pudesse, Errinho à tôa, sont autant de joyaux et de pierres que le compositeur apporta à l’édifice du mouvement. Roberto Menescal fit partie de l’expedition glorieuse qui -dans des conditions héroïques - parvint à conquérir le public new yorkais lors du concert historique du Carnegie Hall, en novembre 1962. Avec lui, sur scène, on comptait des noms aussi prestigieux que Tom Jobim, Carlos Lyra, João Gilberto, Sergio Mendes, Sergio Ricardo, Agostinho dos Santos, Luís Bonfá, Chico Feitosa, et quelques autres.Un concert qui -même s’il ne fut pas d’une qualité exceptionnelle- imposa définitivement la Bossa Nova aux Etats-Unis. Avant cela, dès 1958, Roberto Menescal avait créé avec Bebeto, Luis Carlos Vinhas, Henrique et João Mario, le Conjunto Menescal, qui accompagna d’autres légendes comme Sylvia Telles, Maysa, Dorival Caymmi ou Vinicius de Moraes. Mais l’artiste ne se contenta pas de rester définitivement un musicien important qui avait fait l’histoire d’un des mouvements populaires musicaux les plus importants du XXe siècle.Il accompagna, en tant que directeur artistique de la firme Polygram, la carrière des grands noms qui formèrent la MPB traditionnelle. Il travailla ainsi sur les albums d’Elis Regina, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia ou encore Jorge Ben(jor). Toujours dans les années septante, il s’attela à la composition de nombreuses musiques de films, dont la plus connue reste sans doute celle de "Bye Bye Brasil" de Cacá Diegues, dont il composa la chanson-titre avec Chico Buarque en 1978. En 1986, il laisse sa charge auprès de Polygram pour se dédier exclusivement à la musique. Il accompagnera alors Nara Leão (1942-1989) dans ses dernières années, puis se joindra à Leila Pinheiro, Wanda Sá ou encore Cris Delanno dans de nombreux périples aux quatre coins de la planète, et principalement au Japon.En 1997, il lance sa maison de disque "Albatroz", dont les productions sont essentiellement centrées sur son style de prédilection.Il y signera entre autres, les productions de Danilo Caymmi, Emilio Santiago, Leny Andrade, César Camargo Mariano, Marcos Valle, ou, récemment, la jeune Monique Kessous. Quand je l’avais interviewé, en 2003, sa vivacité, son sens de l’humour, et son ouverture vers les tendances musicales actuelles, m’avaient particulièrement surpris. Une ouverture d’esprit qui –il faut bien l’avouer- n’était pas toujours partagée par les autres acteurs importants de la Bossa Nova que j’avais eu la chance de rencontrer.
Roberto Menescal et la frange féminine de BeBossa, Théâtre Rival, 22/10 (photo Daniel A.)
Le 22 octobre dernier, entouré de Wanda Sá et du jeune sextette vocal BeBossa (3 filles et 3 garçons) –qui apporte de nouvelles couleurs harmoniques au répertoire-, je me suis donc retrouvé devant ce même éternel jeune homme à l’œil qui frise, et qui nous donna en cadeau, ses bossas éternelles…Benção Bossa Nova…Benção Roberto Menescal…
Wanda Sá e Roberto Menescal, "coroados" pelo grupo vocal BeBossa (f. divulg.)
« Com a finalidade de tenter encontrar a qualquer preço o que se tem feito de melhor na cena musical –até mesmo nos recantos mais alternativos- eu terminei por esquecer dos meus clássicos. E consequentemente a gênese da minha paixão pela música brasileira. Essa é a reflexão que me veio ao espírito ao reescutar com alegria o repertório essencial de Roberto Menescal…» Foi assim que introduzi meu texto sobre o show de Gilberto Gil, faz pouco tempo, e como prometido, retorno agora ao show « Galeria Menescal », para o qual eu fui amavelmente convidado no dia 22 de outubro passado, no Teatro Rival (RJ). Sejamos sinceros: se a Bossa Nova sempre gozou de um certo renome na Europa, poucos foram aqueles que vieram a associar determinados nomes à formação desse movimento musical revolucionário. No máximo, é citado João Gilberto, e, com algum otimismo, Antônio Carlos Jobim. Os nomes de Roberto Menescal, Carlos Lyra, Durval Ferreira e Oscar Castro Neves são, por assim dizer, desconhecidos, mesmo que todo o mundo –ou quase- guarde num cantinho da memória a melodia d’O Barquinho (Menescal/ Bôscoli) ou de Maria Ninguém (Carlos Lyra), sem ao menos conhecer nem o nome das cançãoes nem o de seus autores. Eu não falo aqui do Japão, terra que desisto de entender, depois de muito tempo, sua lógica cultural... Ao revisitar seu repertório, nesse mês de outubro citado, junto com sua parceira Wanda Sá e o jovem grupo vocal BeBossa, Roberto Menescal relembra àqueles que têm a memória curta (como eu, por vezes) que ele foi um ator inquestionável da Bossa Nova. O Barquinho, Vagamente, Você, Telefone, Rio, Ah se eu pudesse ou Errinho à tôa são alguns pilares e pedras preciosas que o compositor agregou ao movimento. Roberto Menescal fez parte da expedição gloriosa que, dentro de condições heróicas, veio a conquistar o público novaiorquino no concerto histórico do Carnegie Hall, em novembro de 1962. Com ele em cena, contavam-se nomes tão prestigiados como os de Tom Jobim, Carlos Lyra, João Gilberto, Sergio Mendes, Sergio Ricardo, Agostinho dos Santos, Luís Bonfá, Chico Feitosa, e alguns outros. Um show que, mesmo não tendo sido de uma qualidade excepcional, impôs definitivamente a marca da Bossa Nova aos Estados Unidos. Antes disso, em 1958, Roberto Menescal havia criado, junto com Bebeto, Luis Carlos Vinhas, Henrique e João Mario, o Conjunto Menescal, que acompanhava outras lendas, como Sylvia Telles, Maysa, Dorival Caymmi e Vinicius de Moraes. Mas o artista não se contentou em permanecer definitivamente como um músico importante que fez parte da história de um dos movimentos musicais populares mais importantes do século XX. Ele veio a acompanhar, na função de diretor artístico da firma Polygram, a carreira de grandes nomes que viriam a formar a MPB tradicional. Ele trabalhou também nos álbuns de Elis Regina, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia ou ainda Jorge Ben(jor). Ao longo dos anos setenta, Menescal vem ater-se à composição de inúmeras músicas para trilhas sonoras de filmes, sendo a mais conhecida, sem dúvida, a canção título de Bye Bye Brasil, de Cacá Diegues, em parceria com Chico Buarque, em 1978. En 1986, ele deixa seu cargo na Polygram para dedicar-se à música. Ele acompanhará então Nara Leão (1942-1989) em seus últimos anos de vida, e em seguida virá juntar-se a Leila Pinheiro, Wanda Sá ou ainda Cris Delanno, em incontáveis périplos pelos quatro cantos do mundo - principalmente ao Japão. En 1997, ele lança sua gravadora « Albatroz », cujas produções são essencialmente centradas no estilo de sua predileção. Ele virá a batizar, entre outras, as produções de Danilo Caymmi, Emilio Santiago, Leny Andrade, César Camargo Mariano, Marcos Valle, e, recentemente, a jovem Monique Kessous. Quando eu o entrevistei, em 2003, sua vivacidade, seu senso de humor, e sua abertura com relação às tendências musicais atuais me deixaram particularmente surpreso. Uma abertura de espírito que –é bom que se reconheça- nunca foi muito compartilhada pelos outros personagens da Bossa Nova que eu tive a oportunidade de conhecer pessoalmente. Nesse dia 22 de outubro último, cercado por Wanda Sá e do jovem sexteto vocal BeBossa (3 moças e 3 rapazes) –que traz novas cores harmônicas-, eu me vi então de volta no tempo, diante daquele mesmo eternamente jovem artista cujos olhos brilham, e que nos presenteia com suas igualemnte eternas bossas... A sua benção, Bossa Nova… A sua benção, Roberto Menescal…
Seconde partie de Tropicalia 33, diffusée sur Radio Judaica, le 02/11/2009 Segunda parte de Tropicalia 33, divulgada nas ondas de Radio Judaica, ao vivo, dia 02/11/2009
-MARIA GADÚ (c/Leandro Leo) :« Laranja »(Maria Gadú) -NEY MATOGROSSO :« Mulher sem razão » (Dé/ Bebel Gilberto) -GILBERTO GIL : « Eu vim da Bahia » (Gilberto Gil) -NICOLAS KASSIK :« Coisa feita »(João Bosco/ Aldir Blanc/ P.Emílio) -FRED MARTINS :« Agora é com você » (Fred Martins) -THAÍS MOTTA : « Minha estação » (Fred Martins/ Marcelo Diniz) -MARCOS SACRAMENTO :« Na Cabeça »(Luiz F. Alcofra/ Marcos Sacramento) -MARIA BETHANIA : « Feita na Bahia »(Roque Ferreira) -NINA BECKER : « Superluxo »(Nina Becker/ Nervoso) -ZÉLIA DUNCAN (c/ Fernanda Takai) :« Boas razões »(Alex Beaupin/ Zélia Duncan) -ANTONIO ZAMBUJO : «Foi Deus » (Alberto Janes) -CAETANO VELOSO :« Un Vestido y un amor » (Fito Paes) -RENATO GODÁ :« Bom partido »(Renato Godá) -PARALAMAS DO SUCESSO : « Aposte em mim »(H.Vianna/ Bi Ribeiro/ J.Barone) -SKANK :« Escravo » (Samuel Rosa/ Chico Amaral) -NANDO REIS : « Mosaico abstrato »(Nando Reis) -NEY MATOGROSSO : « Medo de amar » (Vinicius de Moraes) -FERNANDA CUNHA : « O Primeiro jornal »(Suely Costa)
(texte français, texto português traduzido do francês, destinado aos leitores aprendizes)
Il reste encore pas mal d’événements musicaux vécus lors de mon dernier voyage que je n’ai pas eu l’occasion de développer.Parmi ceux-ci, il y eut mon week end spécial « Paralamas do Sucesso » du samedi 17 et dimanche 18 octobre. D’abord avec le concert du trio au Vivo Rio ; ensuite, le lendemain, avec la projection du film « Herbert de perto », documentaire dirigé par Roberto Berliner et Pedro Bronz, centré sur le chanteur et compositeur du groupe, Herbert Vianna.
Ainda restam razoáveis acontecimentos musicais experimentados desde essa minha última viagem que eu não tive ainda a oportunidade de desenvolver.Dentre eles, houve o meu fim de semana especial « Paralamas do Sucesso », do sábado 17 e do domingo 18 de outubro. Para começar, com o concerto no espaço Vivo Rio ; em seguida, no dia seguinte, com a projeção do filme « Herbert de perto », um documentário dirigido por Roberto Berliner e Pedro Bronz, centrado sobre o cantor e compositor da banda - Herbert Vianna.
Comme mon premier contact avec le Brésil ne date que de 1989, ce n’est que relativement tard que je me suis intéressé au mouvement rock brésilien des années 80. Et je n’y voyais, au début, que des ersatz de groupes que j’avais déjà trop entendus en Europe.Comme tout bon « gringo », mes premières approches de la MPB passèrent d’abord par la Bossa Nova, la Bossa Jazz, la Samba, et les différentes musiques du Nordeste.Mais ayant travaillé une dizaine d’années dans les milieux rock, pop, soul –UK et US-, mon inclinaison naturel vers ces musiques devait tôt ou tard m’amener à m’intéresser de plus près à ce que les brésiliens réalisaient dans ce domaine.À l’exception des albums de Rita Lee, le premier cd de rock brésilien que j’eus entre les mains fut « Severino » (1994) de Paralamas de Sucesso, qui était déjà le septième album de leur discographie. Mais sans le savoir, je connaissais de nombreuses compositions qu’Herbert Vianna avait données à de nombreux artistes aussi différents que Fernanda Abreu, Daniela Mercury ou Zizi Possi.Si les deux figures emblématiques du rock brésilien qui ont survolé les années 80 se nomment Cazuza et Renato Russo (principalement en tant que paroliers « porte-drapeau » de la jeunesse post-dictature), il ne faut pas pour autant mésestimer l’importance d’Herbert Vianna, qui reste sans doute un des compositeurs pop les plus brillants et les plus créatifs de cette génération.
Como meu primeiro contato com o Brasil não data de antes de 1989, não é de estranhar que eu tenha me interessado relativamente tarde pelo rock brasileiro dos anos 80. Eu não percebia, no início, nada de muito diferente dos grupos que eu já escutava na Europa.Como todo bom « gringo », minhas primeiras abordagens sobre a MPB foram a Bossa Nova, a Bossa Jazz, o Samba, e as diferentes músicas do Nordeste.Mas tendo trabalhado uns dez anos com o melhor do rock, pop, soul –americano e inglês- , minha inclinação natural por essas músicas iriam cedo ou tarde me levar a me interessar cada vez mais pelo que os brasileiros realizavam nesse campo.Com exceção dos álbuns de Rita Lee, o primeiro cd de rock brasileiro que eu tive em mãos foi « Severino » (1994), do Paralamas do Sucesso, que já era então o sétimo álbum da discografia do grupo. Mas sem o saber, eu conhecia as numerosas composições que Herbert Vianna tinha feito para inúmeros artistas diferentes entre si, como Fernanda Abreu, Daniela Mercury e Zizi Possi.Mesmo sendo Cazuza e Renato Russo as duas figuras emblemáticas do rock brasileiro que sobrevoaram aos anos 80 (principalmente sendo letristas « bandeira » da juventude pós-ditadura), não é o caso de subestimar a importância de Herbert Vianna, que continua sendo, sem dúvida, um dos compositores pop mais brilhantes e criativos dessa geração.
Herbert, Bi Ribeiro et Joao Barone: Paralamas dans les années 80 (photo divulg.)
Le groupe Paralamas do Sucesso naquit à Brasilia de la rencontre d’Herbert et du bassiste Bi Ribeiro, auxquels se joignit -une fois installer à Rio- le batteur João Barone. Nous sommes alors en 1981 et la musique du trio se rapproche du groupe anglais The Police, mêlant ska et rock/punk juvénile. Mais les qualités de compositeur d’Herbert et sa facilité à assimiler d’autres rythmes latins allait distinguer Paralamas de la multitude de groupes qui naquirent durant cette période. Le premier album « Cinema mudo » de 1983 (avec la participation de Lulu Santos et Léo Gandelman) atteignit le chiffre des 35.000 copies. Mais « O Passo do Lui » de 1984 (100.000 exemplaires), et la participation historique du groupe au premier festival « Rock in Rio » en 1985, projeta définitivement Paralamas sur la scène nationale et bien au-delà. En effet, à partir de l’album « Selvagem » (750.000 exemplaire en 1986), Paralamas se forgera un beau succès dans toute l’Amérique latine, et plus particulièrement en Argentine.Déjà à partir de « Bora Bora » (1988), l’inclusion de cuivres et de claviers ne permette plus d’étiqueter le trio comme une formation rock, tant les influences apparaissent diverses. Et c’est avec cette pop métissée que le trio traversera les années 90, avec un succès mitigé au départ –avec les albums « Os Grãos » (1991) et « Severino » (1994)- et un retour en grâce ensuite, avec l’album « Vamo batê lata » (1995) qui atteindra le million d’exemplaires vendus. Le groupe continua sa belle vitesse de croisière avant que le destin ne le frappe durement, en la date fatidique du 4 février 2001. Ce jour-là, lors d’une ballade en ULM –la grande passion d’Herbert- l’engin rencontra des difficultés le long des côtes d’Angra dos Reis (RJ) et s’écrasa près de la jetée. L’épouse de l’artiste -la journaliste anglaise Lucy Needham- y laissa la vie, et Herbert s’en sortit vivant par miracle, mais non sans séquelles: il perdra à jamais la fonction motrice de ses jambes. Une tragédie qui choqua toute la scène musicale brésilienne. Aux prix d’efforts surhumains –tant physiques que mentales- et de longs mois de revalidation, et grâce à l’amitié de ses complices du groupe, sa famille, et surtout l’amour pour ses deux petites filles, Herbert pu reprendre la guitare, la composition, les chemins des studios, et enfin la scène.
O grupo Paralamas do Sucesso nasceu em Brasília, do encontro de Herbert e do baixista Bi Ribeiro, aos quais se juntaria –uma vez instalado no Rio- o baterista João Barone. Nós estamos então em 1981, e a música do trio se aproxima do grupo inglês The Police, mesclando ska e rock/punk juvenil. Mas as qualidades de compositor de Herbert e sua facilidade de assimilar outros ritmos latinos iriam distinguir o Paralamas da multidão de grupos que despertaram nesse período. O primeiro álbum, « Cinema mudo », de 1983 (com a participação de Lulu Santos e Léo Gandelman) atingiu a cifra de 35.000 copies. Mas « O Passo do Lui », de 1984 (100.000 exemplaires), e a participação histórica do grupo no primeiro festival « Rock in Rio », em 1985, vai projetar definitivamente o Paralamas na cena nacional e bem mais além. De fato, a partir do álbum « Selvagem » (750.000 exemplares em 1986), Paralamas se forja um sucesso em toda a América Latina, e mais particularmente na Argentina.Já a partir de « Bora Bora » (1988), a inclusão de metais e de teclados não permitia mais classificar o trio como uma formação rock, tantas as influências diversas que se agregavam. E é com esse pop miscigenado que o trio atravessará os anos 90, com um sucesso já não tão grande na saída –com os álbuns « Os Grãos » (1991) e « Severino » (1994)- e depois um bom retorno em seguida, graças ao álbum « Vamo batê lata » (1995), que chegará a um milhão de exemplares vendidos. O grupo continua sua carreira de vento em popa, até que o destino o abalou duramente, na data fatídica de 4 de fevereiro de 2001. Naquele dia, numa manobra de ultra-leve, –a grande paixão de Herbert- o artefato encontrou dificuldades ao longo da costa de Angra dos Reis (RJ), e bateu perto das praias. A esposa do artista -a jornalista inglesa Lucy Needham- perdeu a vida, e Herbert escapou por milagre, mas não sem sequelas : ele perdeu para sempre a função motriz de suas pernas. Uma tragédia que chocou toda a cena musical brasileira.À custa de esforços sobrehumanos –tanto físicos quanto mentais – e de longos meses de tratamentos, e graças à amizade de seus companheiros de grupo, de sua família, e sobretudo ao amor por seus duas filhas pequenas, Herbert foi capaz de retomar a guitarra, a composição, o caminho para os estúdios, e, enfim, o palco.
L'affiche d' "Herbert de perto" sur les écrans brésiliens depuis le 9 octobre.
C’est tout ce processus qui est au cœur du documentaire « Herbert de perto » (Herbert, de près) qui -s’il survole un peu rapidement la carrière purement musicale de l’artiste- se penche davantage sur l’homme, sa lutte, et l’approche de sa vie nouvelle.Le film montre la première apparition d’Herbert après l’accident, aux côtés du musicien argentin Fito Paes, et la reprise des répétitions avec le groupe. En 2002, sort « Longo caminho », un album de rock brut dont les titres avaient déjà été conçus avant le drame. Il atteindra la marque de 300.000 exemplaires vendus, un joli score en pleine crise du disque.En 2004, le dvd « Uns dias ao vivo » montre dans un état d’esprit fortement émotionnel, un Herbert Vianna plus rageur que jamais. L’année suivante, « Hoje », plus consensuel, est le vrai premier album d’inédits d’après l’accident, tandis que « Brasil afora », sortit cette année, renoue avec la mixité des styles du début du groupe.Herbert Vianna ne bouge plus sur scène, mais la charge émotive de sa voix et la force de son regard a rapidement fait lever le public assis aux tables en front de scène, ce samedi 17 octobre. Comme l’artiste le dit dans le film : « Je me rends compte qu’avant l’accident, je laissais le public me regarder…Il aura fallu cela pour qu’enfin, je le regarde pour la première fois… »
Herbert de perto, no palco do Vivo Rio, 17/10 (foto Daniel A.)
É todo esse processo que compõe o âmago do documentário « Herbert de perto », que –se por um lado sobrevoa um tanto rapidamente a carreira puramente musical do artista- inclina-se fortemente sobre o homem, sua luta, e sua chegada a uma nova vida.O filme mostra a primeira aparição de Herbert depois do acidente, ao lado do músico argentino Fito Paes, e a volta de suas apresentações junto com seu grupo de origem. Em 2002, é lançado « Longo caminho », um álbum de rock mais crú, no qual os títulos já haviam sido concebidos antes do drama. Ele atinge a marca de 300.000 exemplares vendidos, uma boa marca em plena crise do disco. Em 2004, o dvd « Uns dias ao vivo » mostra dentro de um espírito fortemente emotivo, um Herbert Vianna mais forte do que nunca.No ano seguinte, « Hoje » é na verdade o primeiro álbum de inéditos depois do acidente, uma vez que « Brasil afora », lançado este ano, renova-se através da combinação de estilos do início do grupo.Herbert Vianna não se movimenta mais em cena, mas a carga emocional de sua voz e a força de seu olhar fizeram o público levantar-se das mesas frente ao palco, nesse sábado 17 de outubro. Como o próprio artista diz no filme : « Eu me dou conta de que antes do acidente, eu deixava o público me ver... E agora acontece que, finalmente, eu o enxergo pela primeira vez... »
Intro : Musique variée/ Música variada (10 minutos/ 10 minutes)
-ZÉ PAULO BECKER :« Bem vindo »(Zé Paulo Becker) -SEU JORGE : « Pessoal particular » (Seu Jorge/ Peu Meurray/Magari/Leonardo Reis) -ALINE CALIXTO :« Faz o seguinte »(Renegado) -CHICO SARAIVA & VERÔNICA FERRIANI : « Cabotina coco »(Chico Saraiva/ Mauro Aguiar) -CHICO SARAIVA :« Gabriela »(Tom Jobim) -CÉU : « Cangote »(Céu) -RODRIGO CAMPOS :« Califórnia azul » (Rodrigo Campos) -MARIANA AYDAR :« Beleza » (Luisa Maita/ Rodrigo Campos) -EDU KRIEGER : « Correnteza »(Edu Krieger) -BEBEL GILBERTO (c/Daniel Jobim) : « Bim bom »(João Gilberto) -ADRIANA PARTIMPIM/ DAVI MORAES :« Na massa »(Davi Moraes/ Arnaldo Antunes) -ARNALDO ANTUNES :« Iê Iê Iê »(Antunes/ Brown/ Marisa Monte) -NANDO REIS & PAULINHO MOSKA :« O Segundo sol » (Nando Reis) -RODRIGO BITTENCOURT : « Ipanema Inn » (R. Bittencourt)
Première partie de Tropicalia 33, diffusé sur Radio Judaica, le 02/11/2009 Primeira parte de Tropicalia 33, divulgado nas ondas de Radio Judaica, ao vivo, dia 02/11/2009
Bientôt la deuxième partie/ Logo, logo, a segunda parte....
Chico Saraiva, en tournée en Europe et dans Tropicalia 33.
(texte français, texto português)
À l’heure où ces lignes s’écrivent, je constitue encore la liste des titres qui passeront ce soir, pour la reprise de Tropicália sur Radio Judaica, qui passe tous les lundis à 20h15 (17h15 au Brésil) sur 90,2 FM et sur le site de Radio Judaica. Ceux qui n’auront pas le loisir de l’entendre en direct pourront l’écouter en podcast, comme j’ai pu l’annoncer dans le post précédent. En évidence ce soir, quelques titres de l’excellent guitariste et compositeur Chico Saraiva, qui m’avait concédé une interview juste avant d’embarquer pour l’Europe pour une mini tournée avec un autre excellent guitariste, Daniel Murray, qui passe actuellement par la France, l’Angleterre et le Portugal. Plus d’informations sur l'artiste dans l’émission de ce soir mais voici déjà les lieux et dates:
No momento em que essas linhas são escritas, eu ainda elaboro a lista dos títulos que tocarão essa noite, no retorno de Tropicália, programa sob as ondas da Rádio Judaica, que passa todas as segundas às 20:15h e (às 17:15H no Brasil) pela 90,2 FM e pelo site da própria Rádio. Para aqueles que não tiverem a oportunidade de escutar o programa diretamente, on line, poderão fazê-lo mais tarde via podcast, como eu já havia anunciado aqui no blog, no post anterior.
Em evidência nessa tarde/noite, algumas músicas do excelente violonista ecompositor Chico Saraiva, que me concedeu uma entrevista precisamente antes de embarcar para a Europa , para uma mini tournée com o outro exelente violonista, Daniel Murray, que passa atualmente pela França, pela Inglaterra e por Portugal. Mais informações sobre esse artista, ainda hoje mesmo no programa; mas adianto abaixo para vocês os locais e as datas das apresentações:
Londres: National Theatre of London, Djanogly concert. 06/11, free acces, at 17h45, guest: Luca Luciano (clarinet)
Paris: Paris-França (Association brésilienne de concerts), Théâtre Le Passage vers les étoiles 17. Le 09/11.
Portimão (Portugal): Tempo Teatro Municipal de Portimão. 20/11, 23h (entrada gratuita), part. especial: Suzanna Travessos (voz)
En vidéo: montage des tournées "Trégua" (2005) et "Saraivada" (2007)
Fred Martins au Théâtre Nelson Rodrigues, 29/10 (Photo Daniel A.)
(texte français, texto português)
Beaucoup de choses furent écrites depuis mon arrivée le 29 septembre…Et beaucoup d’autres restent encore à commenter. Ce sera chose faite lors des prochains jours et prochaines semaines sur ce blog, et dans l’émission Tropicália, que j’ai l’honneur et l’avantage de présenter sur Radio Judaica tous les lundi soir de 20h15 à 22h45 (actuellement 17h15 à 19h45, au Brésil). Les plus fidèles d’entre vous savent déjà que cette émission se mue en podcast que vous pouvez écouter ici… Pour rappel, voici les shows auxquels j’ai pu assister, dans le désordre… (en rouge, les concerts encore à commenter…)
Muitas coisas foram escritas desde a minha chegada em 29 de setembro... E muitas outras ainda ficaram por postar. Isso será feito ao longo dos próximos dias e semanas através do blog e das transmissões do Tropicália, que eu tenho a honra e o privilégio de apresentar pela Rádio Judaica, todas as segundas à noite (no Brasil, das 17h15 às 19h45). Os mais fiéis de vocês já sabem que essa transmissão vai em seguida para o podcast, que vocês podem ouvir aqui mesmo, no blog... Para relembrar, confiram abaixo os shows que eu pude assistir, numa certa desordem.... (em vermelho, os shows ainda por comentar...)
-Caetano Veloso (voix/ guitare) -Gilberto Gil (show « Concerto de cordas ») -Maria Gadú(show «Maria Gadú») -Paralamas do Sucesso (« Brasil afora ») -Skank et Paula Toller (« Estandarte ») -Nando Reis (« Drês ») -Ataulfo Alves (« hommage à »…avec Verônica Ferriani, Moises Santana, Maria Alcina, Zézé Motta, Alaide Costa, André Memhari…) -Nina Becker (« Pode apostar ») -Roberto Menescal, Wanda Sá e Bebossa. -Arnaldo Antunes (« Iê Iê Iê ») -Marcos Sacramento (« Na cabeça ») -Frejat (projet « solo » MPB FM) -Mariana Aydar (« Peixes Passaros Pessoas ») -Zélia Duncan (« Pelo sabor do gesto ») -Edu Krieger (« Correnteza ») -Fred Martins (« Guanabara »)…Photo ci-dessus, dernier show du voyage.
Quant aux interviews, si elles furent moins nombreuses qu’à l’accoutumée, elles n’en furent pas moins intéressantes et riche, humainement…Enfin, pour la plupart…
Quanto às entrevistas, se elas aconteceram em menor número do que de costume, nem por isso foram menos interessantes e ricas, em termos humanos... Enfim, em sua maior parte...
Ana Costa, Adriana Maciel, Zélia Duncan, Thaís Motta, Aline Calixto, Ternanda Takai, John Ulhoa, Rodrigo Bittencourt, Chico Saraiva, Rodrigo Campos, Tiê, Renato Godá, Cris Aflalo, Verônica Ferriani, Fernanda Cunha, et par Skype, bientôt Suely Mesquita, qui a du annuler ce jour même en dernière minute.
Le temps de décoller et de me pauser et je vous retrouve bientôt ici…Merci de votre visite et de votre fidélité !! Valeu !!
É só o tempo de decolar daqui do Rio e de atrrisar lá em Bruxelas, e eu volto logo a encontrá-los aqui... Obrigado por sua visita e fidelidade !! Valeu !!
CE BLOG EST DÉDIÉ AUX CURIEUX QUI AIMERAIENT CONNAÎTRE L'ART ET LA MUSIQUE POPULAIRE BRÉSILIENNE. UNE OCCASION POUR LES FRANCOPHONES DE DÉCOUVRIR UN MONDE INCONNU OU IL EST DE MISE DE LAISSER SES PRÉJUGES AU VESTIAIRE.
Né à Bruxelles en 1964, Daniel, gradué en Histoire de l’Art de l’Institut Royal des Beaux Arts, a toujours été très lié à la musique. Chroniqueur de rock et soul anglo/américain dans les années 1980 dans la revue Télémoustique, il découvre le Brésil et sa culture à partir de juin 1988. Il s’ensuit bientôt 40 voyages au cours desquels il s’enrichit d’un fond d’archives conséquent, composé actuellement de plus de 7 000 CD’s, un millier de DVD musicaux et bonne centaine d’ouvrages lié à la Musique Populaire Brésilienne. A cela s’ajoutent encore des centaines d’heures de programmes enregistrés sur cassettes vidéos. Il décide alors de donner vie à sa passion par le biais des ondes hertziennes. C’est d’abord l’émission « Aquele Abraço » qui voit le jour pour la première fois le 27 juin 2003, sur la radio hispanique « Alma/si », un public plus large, il lance « Tropicalia » sur Radio Judaica, toujours sur antenne à l'heure actuelle, tous les lundi soir à 21 h 45Trois heures d’émission où Daniel s’aventure à dévoiler un Brésil musical inconnus chez nous. Nous sommes alors en juin 2004. Préparant déjà ce projet radiophonique, il effectue un voyage crucial en novembre 2003. Voyage durant lequel, il rencontre des présidents des maisons de disques, « Majors » ou indépendantes, des historiens de la MPB ainsi qu’une multitude d’artistes, allant des pionniers de la Bossa Nova, jusqu’aux groupe les plus alternatifs. Daniel se fait fort d’acquérir en temps réel, ce qui sort dans le monde brésilien. Une passion qui n’est pas sans intriguer les brésiliens eux-même comme en témoignage un article paru à son encontre, le 13 mars 2004 dans le quotidien « Jornal do Brasil ». Un autre encore paraîtra dans le « Globo on line » sur le blog d’Ivna Maluly, journaliste brésilienne, en décembre 2007. Dans ce dernier papier, Ivna met en évidence une autre passion de Daniel, qui concerne toujours son pays de cœur : l’Art Populaire Brésilien. C’est en effet par hasard, lors des rencontres avec les célèbres « Sambistas » (compositeurs de Samba), Martinho da Vila et Paulinho da Viola, qu’il tombe sous le charme des peintures d’Heitor dos Prazeres. De là, il découvre un art populaire, qui possède une véritable identité culturelle, opposé à un art « intellectualisant » qui se nourrit abondamment de l’influence étrangère. Mais pour Daniel, la musique avant toute chose ! Son souhait, faire prendre conscience au plus grand nombre, qu’il existe à dix mille kilomètres de la Belgique, un pays qui produit une musique qui, tant rythmiquement que mélodieusement, s’avère être une des meilleures du monde, et qui va bien au delà de la simple curiosité folklorique.
Perfil
Daniel Achedjian nasceu em 1964 em Bruxelas, Bélgica. Formou-se em História da Arte e em Jornalismo, e sempre manteve uma estreita ligação com a música – sua grande paixão. Daniel trabalhou na década de 80 como crítico de rock e soul anglo-americanos para uma revista européia especializada. Foi por essa via, ainda indireta, que Daniel fez contato com o Brasil e sua cultura, em 1988. A partir de 2003, depois de uma viagem especialmente marcante ao Rio de Janeiro, passou a dedicar-se à crônica da Música Popular Brasileira, no intuito de divulgá-la na Europa de língua francesa. Para tanto chegou a criar um programa de rádio na Belgica – “Tropicália”, ainda no ar agora, em 2009! O Programa passa na Radio Judaica, todas as segunda feiras as 18h 45, hora do Brasil, e pode ser escutado no site www.radiojudaica.be Hoje, depois de quase 40 viagens no Brasil, o jornalista é detentor de um arquivo pessoal de sete mil CDs, 1.500 DVDs musicais, milhares de horas de gravaçõesem VHS e centenas de livros sobre a MPB. No entanto, o material mais precioso do jornalista é uma coleção de entrevistas realizadas ao longo dos últimos 20 anos. Dela constam relatos inéditos de compositores, intérpretes e outros personagens famosos do cenário musical brasileiro – do tradicional ao contemporâneo.
Em certo momento de sua trajetória pessoal e profissional, Daniel Achedjian, por influência dos mestres do sambaMartinho da Vila e Paulinho da Viola, foi seduzido pelas pinturas de Heitor dos Prazeres, figura mítica da Arte Popular Brasileira. A partir dessa nova descoberta, Daniel passa também a colecionar pinturas e esculturas desses artistas, de diversas origens: do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, as aldeias do Pernambuco. Daniel prevê manter seu ritmo de viagens ao Brasil - duas vezes por ano, no mínimo. De sua pauta consta o aprofundamento de suas pesquisas sobre as manifestações artísticas brasileiras como um todo, com destaque para a Arte Popular Brasileira e a sempre eterna MPB. A história de amor entre o jornalista belga e a cultura brasileira pode ser conferida em detalhes nos seguintes registros: numa entrevista concedida ao JB em março de 2004, e num post da eurojornalista brasileira Ivna Maluly para o blog “Europa: Capital Bruxelas” em 2007 - Globoonline.
VERÔNICA FERRIANI "If you want to be a lover" (O.Brown Jr/ L.Henrique)----FRED MARTINS: "Agora é com você" (Fred Martins)
Objectifs du blog
Il y a des jours où je me sens comme cette sonde spatiale que les terriens ont envoyée un peu au hasard, dans l’idée de rencontrer d’autres vies intelligentes. Ils y ont engouffré, tel un panier gourmand, des éléments ambassadeurs de notre planète (de moins en moins) bleue. Parmi ces symboles, il paraît que figure un enregistrement contenant des bribes de notre musique à travers le temps. J’ai cru comprendre qu’on y trouvait un titre des Beatles, une symphonie classique, des rythmes tribaux, un hymne national…et quoi d’autre ? Une chanson de Piaf, de Brel, d’Amy Winehouse, « le Pierrot lunaire » de Schoenberg, du Pierre Boulez, un éloge funèbre, une marche militaire ou un morceau de cornemuse ? On touche à du Prévert.. ! Pas sûr que les petits hommes, de quelques couleurs qu’ils soient, ne seront pas chauds pour faire copain-copain avec nous...
Moi, belge faisant partie du plus brave des peuples de la Gaule, je possède un coffre aux trésors, venu d’un pays où il pleut beaucoup, selon les saisons. Par quelle absurdité de notre civilisation, la musique brésilienne n’a jamais envahit nos ondes conservatrices. Il est pourtant de bon ton de dire que l’on aime la World Music.
« J’adoore la world Music », « Rien de plus vrai que Cesaria Evora ! », « Je ne me lasse pas d’écouter « Buena Vista social Club.. ! ». Petites phrases extraites des conversations de la jeunesse dorée, réunie dans les bars branchés aux murs orange patiné, et aux appliques mauves.
Chers terriens, chères terriennes, sachez que sur la planète Brésil, il existe une richesse musicale que vous n’imaginez même pas. Le Japon l’a compris, cet empire dont 15% des ventes de disques viennent du pays de Pelé, Tom Jobim, Senna, Portinari, Pitangui…ou Gyssele Bunchen.
J’espère faire partager dans ce blog, cette passion dévorante, la Musique Populaire Brésilienne, et, de temps à autre, l’Art Populaire Brésilien (MPB et APB, pour simplifier).
Vous ne parlez pas portugais ? Mais connaissiez-vous l’anglais quand, tout comme moi, vous vous preniez pour John Lennon devant le miroir de votre chambre, plaquant des accords rageurs sur votre raquette de tennis ?
Mon plus grand souhait sera de lire vos commentaires, d’échanger des points de vue, et d’observer vos appréciations. J’espère aussi que ce blog vous sera instructif, et qu’il pourra répondre à vos questions, que vous n’hésiterez pas à me poser, je l’espère.