Gilberto Gil, Espaço Tom Jobim (photo Daniel A) (Texte français, texto português traduzido do francês)À force de vouloir chercher à tout prix ce qui se fait de mieux sur la nouvelle scène musicale, je finis par oublier mes classiques. Et donc la genèse de ma passion pour la musique brésilienne. C’est la réflexion qui me traversa l’esprit en réécoutant avec bonheur le répertoire essentiel de Roberto Menescal –pilier importantissime de la Bossa nova- au Théâtre Rival, ce jeudi 22 octobre. J’y reviendrai…
Et que dire alors du répertoire 5 étoiles que Gilberto Gil nous présenta ce vendredi 23, à l’Espaço Tom Jobim, dans un format acoustique intitulé pour l’occasion « Concerto de cordas ». Ce show, Gil l’emportera sous peu à travers l’Europe durant le mois de novembre, et en particulier à Bruxelles, le 14 novembre au Palais des Beaux Arts.
En septembre dernier, le bahianais et son fils, le guitariste Bem Gil (que l’on avait pu découvrir lors de la tournée "Gil luminoso"), avait déjà enregistré à São Paulo, l’essentiel du répertoire d’hier soir, pour un dvd à venir, qui devrait s’intituler « BandaDois ». Mais pour ce « Concerto de cordas », Gil s’offrit en plus les services luxueux du violoncelliste Jacques Morelenbaum (ex-Banda Nova de Tom Jobim, Caetano Veloso, etcetera). C’est ce trio que nous verrons donc en Europe…
Gilberto Gil démarra seul sur Flora, le temps d’accorder sa guitare et ses cordes vocales, avant d’entamer un parcours musical qui revisita toute sa carrière, de Viramundo (de son premier album, 1967) à Não tenho medo da morte, extrait de « Banda larga cordel » (2008). Ce dernier titre, Não tenho medo da morte, qui tant par son interprétation minimaliste qu’à travers son texte, semblait tout droit issu de l’univers d’Arnaldo Antunes.
Par rapport à São Paulo, en septembre dernier, Gil ajouta Tenho sede (Anastacia/ Dominguinhos), Estrela (de l’album Quanta), Viramundo déjà cité, et la perle tropicaliste Panis e Circenses (Gil / Caetano Veloso)
Pour le reste, c’est en cœur que le public accompagna Gil sur la plupart des classiques interprétés comme Esotérico, A Linha e o linho, Super homen- A Canção, Saudade da Bahia (Dorival Caymmi), Chiclete com banana (Jackson do Pandeiro), Tempo rei, Expresso 2222 (avec Bem Gil au pandeiro), Lamento sertanejo (Gil/ Dominguinhos), Aindar com fê, et d’autre encore. Bem Gil assuma consciencieusement son rôle de deuxième guitariste discret et efficace, tandis que Morelenbaum se muait tantôt en violoncelliste, tantôt en contrebassiste. À ce répertoire en forme de « best of », Gil nous gratifia de deux inédit : Das duas, uma, dédié à sa fille Maria, et 4 coisas, une de plus dédiée à son épouse Flora, dira-t-il…
Gil, pai e filho: Expresso 2222, 21/10 (photo Daniel A.)Movido pela vontade de buscar a qualquer preço o que hoje se produz de melhor na nova cena musical, eu acabei me esquecendo dos meus clássicos. E por conseguinte, da origem da minha paixão pela musica brasileira. Essa é a reflexão que me atravessa o espírito ao reescutar com alegria o repertório essencial de Roberto Menescal –pilar importantíssimo da Bossa Nova- no Teatro Rival, nessa quinta última, 22 de outubro. Eu voltarei a esse tema...
E o que dizer então do repertório cinco estrelas que Gilberto Gil nos apresentou nessa sexta feira, 23, no Espaço Tom Jobim, num formato acústico intitulado com propriedade « Concerto de cordas »... ? Esse show, Gil levará em breve através da Europa durante o mês de novembro, e em particular a Bruxelas no dia 14 do mesmo mês, no Palais des Beaux Arts (Palácio de Belas Artes).
Em setembro passado agora, em 2009 mesmo, o baiano e seu filho, o guitarrista Bem Gil (que pôde ser descoberto a partir da tournée "Gil luminoso"), já havia gravado em São Paulo o repertório básico de ontem à noite, para um dvd a ser lançado, que deverá chamar-se « BandaDois ». Mas para esse « Concerto de cordas », Gil utilizou ainda por cima os serviços de luxo do violoncelista Jacques Morelenbaum (ex-Banda Nova de Jobim, Caetano Veloso, etc. ). É esse trio que nós veremos então na Europa...
Gilberto Gil começou sozinho com Flora, em tempo de afinar seu violão e suas cordas vocais, antes de iniciar um percurso musical que revisita toda a sua carreira, desde Viramundo (de seu primeiro álbum, de 1967) até Não tenho medo da morte, extraído de « Banda larga cordel » (2008). Esse último título- Não tenho medo da morte- quer tanto por sua interpretação minimalista, quanto pelo seu texto, parecia originário diretamente do universo de Arnaldo Antunes.
Com relação a São Paulo, em setembro último, Gil agregou agora ao repertório do show Tenho sede (Anastacia/ Dominguinhos), Estrela (de "Quanta"-1998), Viramundo- já citado, e a pérola tropicalista Panis et Circensis (Gil / Caetano Veloso).
No mais, é de cor que o público acompanha Gil na maioria dos clássicos apresentados, tais como Esotérico, A Linha e o linho, Super homen- A Canção, Saudade da Bahia (Dorival Caymmi), Chiclete com banana (Jackson do Pandeiro), Tempo rei, Alapala, Expresso 2222 (com Bem Gil no pandeiro), Lamento sertanejo (Gil/ Dominguinhos), Andar com fé, e outras mais. Bem Gil assume conscenciosamente seu papel de segundo violonista, discreto e eficaz, enquanto que Morelenbaum passava ora de violoncelista para contrabaixista. A esse repertório em forma de « the best of », Gil nos concedo o bônus de dois inéditos : Das duas, uma, dedicada a sua filha Maria ; e 4 coisas, mais uma dedicada a sua esposa Flora, como ele comentou...