samedi 21 mars 2009

Yamandu Costa à Bruxelles.

Yamandu Costa était à l'espace Senghor de Bruxelles,
ce 19 mars 2009 (photo Daniel A.)
(texto português em baixo)

L’artiste brésilien visitant nos contrées est devenu une denrée rare ! Raison de plus pour que, quand l’évènement se présente, nous dégustions sa venue à la petite cuillère. Bien sûr Yamandu Costa n’est pas ce qu’on peut appeler une star populaire brésilienne. Comme tout ceux qui sont des cadors de la musique instrumentale, il s’adresse dans son pays à une niche d’amateurs mélomanes. Il rassemble d’ailleurs d’avantage de public hors de ses frontières, à l’instar d’autres monstres sacrés comme Hermeto Pascoal ou Egberto Gismonti, pour ne citer que les plus célèbres. Les connaisseurs qui achètent les albums ou se rendent aux concerts de cette catégorie d’artistes se trouvent dans un cercle bien plus large que celui des simples amateurs des musiques du Brésil. Il n’y avait qu’à scruter le public hétéroclite venu en nombre à l’espace Senghor de Bruxelles, ce 19 mars, pour s’en convaincre. La salle s’était d’ailleurs pour le coup retrouvé un peu « courte » pour accueillir les amateurs du génial instrumentiste, qui compte déjà à son actif 6 albums distribués au Brésil depuis 2001 (dont "Ida e volta" sorti chez nous, gha records). Malgré cela, si Yamandu Costa est un grand guitariste, il est avant tout un grand guitariste brésilien ! Dans la grande tradition de ceux que ce pays nous sert depuis des décennies. De ceux qui jouent une guitare percussive, un « violão sujo », c’est-à-dire un jeu de guitare sauvage, sans fioriture, et presque viscéral par instant. On se rappelle du frêle Baden Powell (1937-2000) maltraitant sa guitare comme si sa vie en dépendait, mais aussi de Raphael Rabello, énorme talent disparu bien trop tôt (1962-1995). Yamandu Costa est de ceux-là. À certains moments sur scène, on assista à une véritable lutte entre l’artiste et sa guitare. En fait de lutte, je parlerais plutôt de dialogue, car n’évoquer que le côté sauvage du guitariste (comme pour Baden ou Rabello) serait bien réducteur. Après l’orage, l’artiste revient caresser ses cordes pour dévoiler toute la richesse harmonique de ses compositions. Aucune de celles-ci ne représente un style pur. Elles sont toutes le confluent d’influences telles que le jazz, la bossa, la samba, le chôro, le flamenco ou parfois même la valse ou la salsa. Un carrefour de genres comme l’est la musique brésilienne par définition.


Baden Powell (1937-2000), à jamais l'incarnation de la guitare brésilienne.

C’est donc à tout cela que Yamandu Costa nous a convié ce jeudi 19 mars, seul (ce qui nous laisse apprécier davantage toute son expressivité) simplement armé de sa guitare…Et de ses espadrilles. Du haut de ses 28 ans, ce génie de la 6,7, ou parfois 8 cordes, issu d’une famille de musicien du Rio Grande do Sul (sud du Brésil), nous a servi une dizaine de titres qui auront enthousiasmé par sa virtuosité et sa sensibilité, un public de connaisseurs gagné d’avance…(pour la vidéo de Yamandu, voir le post précédent).

RAPHAEL RABELLO:
"Desveirada"




La guitare est l’instrument symbole du Brésil par excellence, et je m’en voudrais, dans ce petit texte, de ne pas énumérer d’autres grands guitaristes brésiliens qui, dans le monde, ont assis depuis longtemps leur réputation. Me viennent à l’esprit le multi instrumentiste Egberto Gismonti, les formibables Toninho Horta du Minas Geraes ou Guinga de Rio de Janeiro, les frères José et Odair Assad (se dernier vit à Bruxelles) et leur sœur Badi Assad, Toninho Ramos, le plus jeunes Zé Paulo Becker, et enfin le fameux Toquinho, plus connu comme partenaire de Vinicius de Moraes (1927-1980), mais aussi compositeur de nombreux standards brésiliens et guitariste très brillant. Enfin la guitare, ce sont aussi de grands compositeurs du passé comme Garoto (1915-1955), Paulinho Nogueira (1929-1902), Dino Sete cordas (1918-2006), Rosinha de Valença (1941-2004)… Et j’en oublie tant d’autres qui ont séduit ceux qui, comme moi, n’étaient pas forcément destinés à apprécier la musique instrumentale. Ils apportent aux compositions qu’ils jouent, leurs jeux exceptionnels mais aussi leurs personnalités d’homme et de femme.

Yamandu Costa em Bruxelas.

O artista brasileiro que visitou nossas terras trasnformou-se numa peça rara! Razão pela qual, quando esse evento acontece, nós o degustamos delicadamente, com uma colherzilha de prata. Na verdade, Yamandu Costa não é alguém a quem se possa chamar de estrela da música popular brasileira. Como todos aqueles que são os luminares da música instrumental, sua arte é curtido por um nicho de amadores melómanos no seu próprio país. Mas eles contam com a vantagem de agregar um público para além de suas fronteiras (alias bem maior), a exemplo de outros monstros sagrados como Hermeto Pascoal ou Egberto Gismonti, para citar aqueles que são provavelmente os mais célebres. Os especialistas que compram os álbuns ou se rendem aos shows dessa categoria de artistas se encontram dentro de um círculo bem mais amplo do que aquele dos simples apreciadores das músicas do Brasil. Não é preciso sondar o público heterodoxo numeroso que compareceu ao espaço “Senghor de Bruxelles”, nesse último 19 de março, para se convencer do fato. A sala precisava ser maior para acolher os admiradores do genial instrumentista, que já contabiliza em seus ativos seis álbuns distribuídos no Brasil desde 2001 (visite o site: www.yamandu.com.br). Além do mais, se Yamandu Costa é um grande violonista, ele é antes de tudo um grande violonista brasileiro! Seguindo a grande tradição daqueles que seu país nos apresenta depois de décadas. Daqueles que tocam um violão percussivo, um “violão sujo”, por assim dizer: toca um violão selvagem, sem floreios, e quase visceral em alguns momentos. Faz lembrar do frágil Baden Powell (1937-2000) maltratando seu violão como se sua vida dependesse dele, mas também de Raphael Rabello, enorme talento que partiu cedo demais (1962-1995). Yamandu Costa é desse tipo. Em certos momentos, em cena, assistia-se a uma verdadeira luta entre o artista e seu violão. E falando em luta, eu diria que acima de tudo há um diálogo, uma vez que evocar apenas o lado selvagem do violonista ( bem como em relação a Baden ou Rabello ) seria uma abordagem bastante reducionista. Depois do “combate”, o artista volta a acariciar suas cordas para revelar toda a riqueza harmônica de suas composições. A maioria delas não chega a representar um estilo puro. Elas são em sua maioria a conjunção de influências tantas quanto as do jazz, da bossa, do samba, do choro, do flamenco, ou por vezes até da valsa ou da salsa. Uma interseção de gêneros como é a própria música brasileira por definição.

Foi então a tudo isso que nos convidou Yamandu Costa nessa última quinta, 19 de março, só (de forma a apreciarmos amplamente toda a sua expressividade) e munido simplesmente de seu violão... e de suas alpercatas. Do alto de seus 28 anos, esse gênio das seis, sete, ou até das oito cordas, oriundo de uma família de músicos do Rio Grande do Sul, nos ofereceu uma dezena de títulos que entusiasmaram, por seu virtuosismo e sua sensibilidade, um público de iniciados já pré-conquistados...

Sabemos que o violão é o instrumento símbolo do Brasil por excelência, e eu não poderia, dentro desse pequeno texto, deixar de enumerar outros grandes violonistas brasileiros que, mundo afora, tiveram suas reputações reconhecidas desde longa data. Me vêem à memória o multinstrumentista Egberto Gismonti, os grandes Toninho Horta (de Minas Gerais) e Guinga (do Rio de Janeiro). Também os irmãos José e Odair Assad (esse último mora em Bruxelas) e sua irmã Badi Assad, além de Toninho Ramos e Zé Paulo Becker (esse último mais jovem). E finalmente, o famoso Toquinho, mais conhecido como parceiro de Vinicius de Moraes (1927-1980), porém também um comopositor de inúmeros clássicos brasileiros e violonista brilhante. E não podemos esquecer grandes compositores do passado, como Garoto (1915-1955), Paulinho Nogueira (1929-1902), Dino Sete Cordas (1918-2006), Rosinha de Valença (1941-2004), ... E me esqueço aqui de tantos outros que seduziram aqueles que, como eu, não estavam destinados forçosamente a apreciar a música instrumental. Eles trouxeram às composições que interpretam, além de suas habilidades excepcionais como músicos, suas fortes personalidades de homen e de mulher.

En vidéo: YAMANDU COSTA & TOQUINHO: "Bacchaninia n°1" (Heitor Villa Lobos)
BADEN POWELL: "Samba Triste" (Baden Powell)




mardi 17 mars 2009

Tropicália 17, 16/02 : la playlist…



Un petit endroit, une guitare/ Um cantinho, um violão.

Générique : RAPHAEL RABELLO : « Samba do avião » (Tom Jobim)

Suite à l’annonce de YAMANDU COSTA à Bruxelles, le 19 mars à l’espace Senghor, évocation de ce génial guitariste…

YAMANDU COSTA & DOMINGUINHOS : « Wave » (A.C.Jobim)
YAMANDU COSTA : « Baionga » (Yamandu Costa)
YAMANDU COSTA & DOMINGUINHOS : « Molambo » (Jayme Florence/ Mesquita)
RAPHAEL RABELLO & MARIA BETHÂNIA : « Cais do Porto » (Capiba)
RAPHAEL RABELLO, TOM JOBIM & LEO GANDELMAN : « Garoto » (Tom Jobim)



TOOTS THIELEMAN ET LE BRÉSIL.

TOOTS & DJAVAN : « Obi » (Djavan)
TOOTS & EDU LOBO : « Chôro bandido » (Edu Lobo/ Chico Buarque)
TOOTS & JOÃO BOSCO : « Coisa feita » (João Bosco/ Aldir Blanc/ Paulo Emilio)
TOOTS & CAETANO VELOSO : « Você é linda » (Caetano Veloso)
TOOTS & THE BRAZIL PROJECT : « Bluesette » (T.Thielemans/ Norman Gimbel/ Ivan Lins)
TOOTS & ELIS REGINA : « Wave » (A.C.Jobim)
ELIS REGINA : « Corrida da jangada » (Edu Lobo/ Capinan)
TOOTS : « Wilsamba » (Roberto Menescal)
TOOTS & ELIS REGINA : « Você » (Menescal/ Boscoli)



Do baú/ De derrière les fagots.

MARIA RITA : « Corpitcho » (Ronaldo Barcellos/ Picolé)
MARKU RIBAS : « Cruzeiro do sol » (Ribas/ A.Pittigliani)
NANDO REIS : « Sou dela » (Nando Reis)
ELBA RAMALHO : « Último minuto » (Lula Queiroga)
VANESSA RANGEL : « Palpite » (Vanessa Rangel)
REVISTA DO SAMBA : « Lata d’água » (Luis Antonio/ J.Junior)
REVISTA DO SAMBA : « Pelo telefone » (Donga/ Mauro de Almeida)
GILBERTO GIL : « Pelo internet » (Gilberto Gil)
RAPPIN’HOOD : « Quantos morros » (Rappin’ Hood)
CHICO CÉSAR & MOSKA : « Tambor » (Chico César)
MOINHO : « Esnoba » (Márcio Mello)
SKANK : « Escravo » (Samuel Rosa/ Chico Amaral)
BOSSACUCANOVA & WILSON SIMONINHA : « Balança zona sul » (Tito Madi)
ALINE MUNIZ : « Não vacile » (Marco de Vita/ Aline Muniz)
3NAMASSA : « Tatuí » (R.Amarante/ Pupillo/ Dengue/ R.Amabis/ Cacatau)



mardi 10 mars 2009

Tropicália 16, 9/03 : la Playlist…



-Tropicália est une émission uniquement centrée sur les musiques populaires brésiliennes. Vous pouvez la retrouver tous les lundis sur Radio Judaica (90,2FM ou sur www.radiojudaica.be) à partir de 21h50.
Durée aproximative : 2h30…

-Tropicália é o maior programa de MPB na Europa, apresentado em francês. Todas as segunda feiras na Radio Judaica (www.radiojudaica.be) à partir de 17h50 (hora de Brasilia)
Duração aproximativa : 2h30.

Liste des titre du programme du 09/02
Eis a lista das musicas tocadas nas ondas este 9/02:

Générique:
YAMANDU COSTA: "Lamentos no morro" (Goroto)

Spécial Titãs et connexions…Titãs e conexoes…


TITÃS : « Sonifera ilha » (Mello/ Fromer/ Bellotto/ Barmack/ Pessoa)
TITÃS : « A Melhor banda de todos os tempos… » (S.Britto/ B.Mello)
TITÃS : « Enquanto houver sol » (Sergio Britto)
TITÃS : « Tudo em dia » (Antunes/ Mello/ Britto)
NANDO REIS : « E.C.T. » (Nando Reis/ Marisa Monte/ Carlinhos Brown)
CÁSSIA ELLER (& GILBERTO GIL) : « Fiz o que pude » (Nando Reis)
ARNALDO ANTUNES : « Para lá » (Adriana Calcanhotto/ Arnaldo Antunes)
TRIBALISTAS : « Passe em casa » (Antunes/ Monte/ Brown/ M.Menezes)
TRIBALISTAS : « Já sei namorar » (M.Monte/ C.Brown/ A.Antunes)
PAULO MIKLOS : « Hoje » (P.Miklos)

Vidéos: MARISA MONTE & ARNALDO ANTUNES: "Paradeiro"
PAULO MIKLOS: "Hoje"




-A nova cena musical feminina segundo Chales Gavin (baterista dos Titãs)-Vide album « Chill Brasil 5 » (2008). No ar este 09/02:

-
La nouvelle scène féminine brésilienne selon Charles Gavin (batteur du groupe Titãs). Concepteur de la compilation Chill Brasil 5 (2008).

MARIANA AYDAR : « Candomblé » (Danilo Caymmi/ E.Souto/ P. Antonio)
CRIS DELANO : « Canoeiro » (Dorival Caymmi)
CÉU : « Malemolência » (Alec Haiat/ Céu)
MONICA SALMASO : « Menina amanha de manha » (Perna/ Tom Zé)
VANESSA BUMAGNY : « Ta começando » (Vanessa Bumagny)
MARIANA DE MORAES : « Vivo sonhando » (Tom Jobim)
KATIA B. : « Viajei » (Vitor Ramil)
THALMA DE FREITAS : « Tranqüilo » (Kassin)
ROBERTA SÁ : « Que belo estranho dia para se ter alegria » (Lula Queiroga)
MARIANA BALTAR : « Zumbi » (Jorge Benjor)
PAULA LIMA : « Novos alvos » (Zélia Duncan/ Ana Costa/ Mart’nália)
ANA COSTA : « Não sei o que dá » (Zélia Duncan/ Ana Costa/ Mart’nália)
MYLENE : « Nela lagoa » (Mylene Pires/ F.Nunes/ L.Trigo)
MART’NÁLIA : « Beco » (Mart’nália/ Mombaça)

Vidéo: CEU: "Malemolência"



En attendant la semaine prochaine…
Esperando a proxima semana…

TOOTS THIELEMANS & THE BRASIL PROJECT : « Bluesette » (Toots Thielemans/ Norma Gimbel/ Ivan Lins)
CAETANO VELOSO : « Circuladô de fulô » (Caetano Veloso)
CAETANO VELOSO : « Sampa » (Caetano Veloso)
METRÔ : « Mensagem de amor » (Herbert Viana)

Tropicália 17, le 16/03 aura pour thème les liens étroits entre Toots Thielemans et le Brésil…

Tropicália 17, dia 16 de março, tera um bloco especial dedicado ao jazzman e gaitista belga Toots Thielemans e suas conexoes com o Brasil…

"O Segundo Sol"- CASSIA ELLER (composition de Nando Reis)

mercredi 4 mars 2009

Tropicália 15, 2/03 : la playlist…



Générique : YAMANDU COSTA : « Lamentos no morro » (Garoto)

VERONICA SABINO : « Agora » (Veronica Sabino)
CAETANO VELOSO : « Un Vestido y un amor » (Fito Paes)

PEDRO LUIS E A PAREDE : « Santo samba » (Pedro Luis)
ADRIANA CALCANHOTTO : « Mulher sem razão » (Dé/ Bebel Gilberto/ Cazuza)
TONI PLATÃO : « Louras geladas » (Paulo Ricardo/ Luiz Schiavon)
O RAPPA : « Meu santo ta cansado » (O Rappa)

MIRTON : « Embolada da bola » (Mirton)
MIRTON & CEUMAR : « Toda batida » (Mirton)
MIYAZAWA : « Na palma da mão » (Pedro Luis/ Miyazawa)
VITOR RAMIL + MARCOS SUZANO : « Viajei » (Vitor Ramil)
BRUNO MORAES : « Para lembrar » (Bruno Moraes)
DANILO MORAES : « Desafio » (Danilo Moraes)
NANDO REIS : « Dessa vez » (Nando Reis )


MYLENE : « Clareou » (Mylene/ Fernando Nunes)
DIANA MIRANDA : « Leão do Norte » (Lenine/ P.C.Pinheiro)
ELBA RAMALHO : « Ouro puro » (Cecílio Nena/ César Rossini)
CAROL SABOYA : « Águas passadas » (Mário Sève/ Chico César)
THAÍS MOTTA : « O Som do samba » (Arthur Maia/ Moutinho/ Ciribelli/ T. Motta)
GISELLA : « Capricho da sorte » (Sérgio Santos)
ELISA QUEIRÓS : « Céu acima » (Fred Martins/ Marcelo Diniz)
DANIELA MERCURY : « De Qualquer lugar » (Lenine/ Dudu Falcão)
MARGARETH MENEZES & IVETE SANGALO : «Como tu » (Carlos Vives/ Ivan Medina)


VIRGINIA ROSA : « Pan y leche » (M.Fereira)
ZÉ RENATO & PAULINHO MOSKA : « Cama de ilusão » (Z.Renato/ P.Moska)
MIÚCHA & JOÃO GILBERTO : « Izaura » (Herivelto Martins/ Robert Roberti)
SANDRA DE SÁ : « Sozinho » (Peninha)

En vidéos: VERONICA SABINO: "Agora" / FITO PAES: "Un vestido y un amor"/





jeudi 26 février 2009

Tropicália 14, 23/02 : la playlist…Salve Salgueiro!

Salgueiro, école de Rio championne 2009

Tandis que lundi 23 février, le deuxième soir de défilés des écoles de Rio allait commencer sur la Sapucai, Tropicalia faisait la part belle à la samba...Par hasard, le programme commença avec "Peguei uma ita no norte", samba enredo avec laquelle l'école de Salgueiro avait gagné la dernière fois...Il y a 13 ans, en 1993. Prémonitoire? Ce mercredi 25, le résultat serré tomba: Salgueiro est sacrée championne 2009, avec à peine un point d'avance sur Beija flor. Cette dernière avait été championne ces trois dernières années. Le thème de Salgueiro cette année: le tambour.

Un des nombreux costumes de Salgueiro cette année,
basés sur le tambour, les danses tribales, et le primitivisme...


Générique : YAMANDU COSTA : « Lamentos do morro » (Garoto)

TROPICALIA SPECIAL CLASSIC'S SAMBA...

G.R.E.S. ACADÊMICOS DO SALGUEIRO : « Peguei uma Ita no norte » (Chagas/Arizão/Bala/Guaracy/Trindade)- inter : QUINHO

MONARCO :
« Escurinho » (Geraldo Pereira)

ZECA PAGODINHO & CAETANO VELOSO :
« Com que roupa » (Noel Rosa)

HEITOR DOS PRAZERES :
« Pierrot Apaixonado » (H.dos Prazeres/ Noel Rosa)

CAETANO VELOSO :
« Atrás da Verde-e-Rosa só não vai quem já morreu » (Correa/Carvalho/Sena/do Ponto)

PAULINHO DA VIOLA : « No Pagode de Vavá » (Paulinho da Viola)
BATUQUE NA COZINHA :
« Batuque na cozinha » (João da Baiana)

MOYSEIS MARQUES & ELTON MEDEIROS : « 14 anos » (Paulinho da Viola/ Elton Medeiros)
GALOCANTÔ :
« A Volta do Malandro » (Chico Buarque)

ZECA PAGODINHO :
« Nega manhosa » (Herivelto Martins)

ALCIONE :
« Não deixe o samba morrer » (Aloisio/ Edson)


ROBERTA SÁ :
« Eu samba mesmo » (Janet de Almeida)

ZÉLIA DUNCA & TRIO MOCOTÓ : « Na hora da sede » (Braguinha/ Luis Américo)
MARCELO D2 :
« À Procura da batita perfeita » (Marcelo D2/ David Corcos/ Luis Bonfá)

FUNDO DO QUINTAL :
« O Assassinato do camarão » (Zere/ Ibraim)

TEREZA CRISTINA :
« Tristeza pé no chão » (Armando Fernandes/ Mamão)

FERNANDA ABREU :
« Salve a Mocidade » (Luiz Reis)

PAULA MORELENBAUM :
« Não me diga adeus » (Luiz Soberano/Paquito/ J.Correa da Silva)

ALINE MUNIZ :
« Pra você sambar »
(Marco de Vita/ Aline Muniz)
MARIANA AYDAR :
« Maior é deus » (Eduardo Gudin/ P.C.Pinheiro)

MARIA RITA:
"Ta perdoado" (Franco/ Arlindo Cruz)

MART'NALIA:
"Cabide" (Ana Carolina)


ELIS REGINA :
« O Mestre sala dos mares » (João Bosco/ Aldir Blanc)

RITA LEE :
« Lança perfume » (Rita Lee/ Roberto de Carvalho)

CÁSSIA ELLER :
« Na cadência do samba » (Ataulfo Alves/ Paulo Gesta)

CHICO BUARQUE & TOQUINHO :
« Samba de Orly » (Vinicius/ Toquinho/ Buarque)

CHICO BUARQUE: "Vai Passar" (Chico Buarque/ Francis Hime)
ZECA BALEIRO & ZECA PAGODINHO :
« Samba do Aproach » (Zeca Baleiro)

LOS HERMANOS :
« Samba a dois » (Marcelo Camelo)

ED MOTTA & ROBERTO MENESCAL :
« A Garota de Ipanema » (A.C.Jobim/ Vinicius de Moraes)


En vidéo: extrait du defilé de Salgueiro 2009 et la samba officielle, avec légende...pour qui voudrait accompagner!!



vendredi 20 février 2009

Le Roi Albert Ier de Belgique et Rio de Janeiro…

Le Roi Albert premier de Belgique:
la vaillance et le physique d'un acteur américain des années 50...


(texto em português em baixo!!)

Il y a deux jours, en matinée, j’avais décidé de visionner le dvd « Ensaio TV Cultura, 1990 » consacré à Herivelto Martins (1912-1992) dans l’optique d’écrire un sujet sur cet important compositeur de sambas et de marchinhas du 20ème siècle. La série de programme « Ensaio » propose la biographie d’un personnage illustre de la MPB dans un climat particulier, au travers d’une interview intimiste de l’artiste, émaillée de chansons qui ont jalonné sa carrière, et qui sont interprétées par celui-ci en direct, soit en extraits, soit dans leur intégralité.
À un moment donné, un passage de l’émission m’interpella particulièrement. Évoquant la samba A Lapa, qu’il avait composée dans les années 30 avec Benedito Lacerda, Herivelto parle de ce quartier de Rio qui, dans les années 1920, était le centre de la vie bohème, où l’on venait vivre la nuit, boire, s’encanailler et bien sûr jouer et écouter de la musique. Le compositeur ajoute alors qu’en 1920 exactement, un certain « rei Alberto » vint visiter le Brésil et Rio –alors capital du pays- et que celui-ci demanda avec insistance que lui fut montrer ce quartier de réjouissances. Ce fameux roi « Alberto » n’était autre, bien sûr, que le Roi Albert premier de Belgique (1875-1934) venu en visite officielle en compagnie de son épouse, la très aimée et célèbre Reine Elisabeth (1876-1865). Ils visiteront au final, Rio et le Minas Geraes.

1920: Albert et Elisabeth à Moro Velho, Minas Geraes

Ainsi dans cette samba A Lapa, Herivelto Martins chante les vers suivant :
« O Bairro de quatro letras
Até um rei conheceu
Onde tanto malandro viveu
Onde tanto valente moreu »

« Ce quartier de quatre lettres (c’est-à-dire Lapa)
Même un roi l’a connu
Où tant de malandro (bandits) ont vécut
Où tant de personnages valeureux ont péri »

Le hasard fit qu’une heure après le visionnage du dvd, aux infos, on relatait les évènements qui, en ce jour du 17 février, commémoraient les 75 ans de la disparition d’Albert, celui que l’on surnommait le Roi chevalier.
Je décidais donc de dévier le sujet de mon texte car je savais que le souverain héroïque avait laissé de nombreuses traces dans ma ville de cœur, Rio de Janeiro.
Traces toujours visibles d’abord, puisqu’un buste du roi trône toujours dans la zone sud de la ville (elle a souvent changé de place !).

Le buste du Roi érigé à Rio (photo défraichie!)

Plus significatif encore, la visite du couple donna son nom à une avenue importante de cette même zone sud de Rio, l’Avenida Rainha Elisabeth. C’est à l’ancienne rue Valadares que fut en effet attribué en 1922, le nom de la Reine des Belges.
Pour la petite histoire, très récemment, l’ex-préfet César Maia voulut changer le nom de l’avenue en « Avenida Rainha Elisabeth da Belgica » car beaucoup de touristes (et de Brésiliens !) pensent plutôt à un hommage rendu à la Reine Elisabeth d’Angleterre. Le préfet n’obtint pas gain de cause. Loin d’être une vulgaire traverse, cet axe reste le principal lien entre les plages de Copacabana (avenue Atalantica) et d’Ipanema (avenue Vieira Souto) !
Une importante école porte également le nom du roi belge, rappelant en cela que la première université du Brésil vit le jour le 7 septembre (fête nationale du pays) 1920 –l’UFRJ- à l’occasion de cette visite royale. Albert était d’ailleurs le premier chef d’Etat européen à rendre visite au Brésil ! Ajoutons à cela qu’un grand tableau portrait siège en bonne place au Sénat brésilien…Avouez qu’il y a de quoi entonner La Brabançonne sur un air de samba, la larme à l’œil !
À cette époque, la Belgique connaissait une période prospère et comptait parmi les 5 plus grandes puissances économiques mondiales.
Statue équestre du Roi chevalier à Paris

La bravoure et le courage que le Roi Albert avait démontré lors de la Grande Guerre (1914-1918) aux côtés de ses troupes, étaient connus du monde entier, et le gouvernement du Président Epitacio Pessoa avait mis les petits plats dans les grands pour le recevoir. L’action de la Reine Elisabeth durant ladite guerre, ainsi que sa bonté et sa simplicité, avaient également touché le cœur des Brésiliens.
D’autres infrastructures dans la ville furent entreprises pour cet événement : l’achèvement de d’élargissement de l’actuelle avenue Niemeyer, et son mirador « gruta de imprensa » qui possède le nom officiel de « Roi Albert » (tel qui l’est gravé dans la pierre), ainsi que l’achèvement de l’avenue Delfim Moreira, célèbre dans le quartier de Leblon.
Mais outres ces traces visibles, c’est l’attitude du souverain, lors de cette visite, qui marqua les esprits par sa volonté de casser certains protocoles durant les cérémonies officielles, perturbant quelques peu les hautes autorités.
De même, la volonté du Roi de se livrer à des activités non prévues comme cette visite à Lapa ou certaines démonstrations sportives.
Ainsi, il décida d’effectuer une longue nage qui partait de la plage de Copacabana vers la "plage du Diable", situé à côté des pierres de l’Arpoador d’Ipanema…Un solide et difficile trajet qui ne manqua pas de rendre admiratif les cariocas.

Féru d’escalade, comme on le sait, le Roi avait aussi décidé de gravir en partie la colline du Corcovado (sans le Christ à l’époque). Cette expédition avait été planifiée mais faillie tourner à l’incident diplomatique. Dans un soucis de rendre l’expédition plus aisée, les cariocas avaient déjà balisé le parcours et avaient, par endroits, aménagé dans la roche des marches pour rendre l’ascension plus facile. Le Roi Albert, en grimpeur aguerri, en prit ombrage, se fâcha, et décida d’emprunter une voie sauvage qui n’avait pas été préparée. Je rappelle pour les Brésiliens (et les belges ?) que notre Roi chevalier du à cette passion pour l’escalade sa fin tragique, puisqu’il mourut dans cet exercice, suite à une chute dans les rochers de Marche-les-Dames, près de Namur, le 17 février 1934.
Cette visite du couple royale, peu conventionnelle, ne manqua pas d’intéresser les compositeurs de sambas qui s’inspirèrent du personnage vaillant que représentait le Roi Albert.
Dans les archives musicales de la musique populaire brésilienne, on trouve ainsi la chanson « Alberto I Rei dos belgas » de José Napolitanos ; « Pro Rei Alberto ver » (« Pour montrer au Roi Albert ») de Lourival de Carvalho ; et « O Protocolo » de B.Silvestre et Miguel de Azevedo qui raconte ainsi :
(traduction)
Le Roi Albert en foulant notre sol
A fait fit du protocole
Il a conquis avec maestria
La sympathie des Brésiliens
Ainsi, le Roi Albert à donner une leçon au monde entier
En rejetant l’étiquette…

Le Roi Albert n’est pas un homme orgueilleux,
Ni ostentatoire…
Il se délecta de feijoada
Et bu de la cachaça de Paraty
Il joua au jeu du bicho (jeu de loterie)
Il ne voulait pas partir d’ici
Et s’il avait goûté a l’angu (pâte culinaire épicée) de la bahianaise
Il serait resté une semaine de plus…

Ainsi donc ce roi et cette reine, à la personnalité digne des grands souverains d’autrefois, auront marqué à leur manière, la ville de Rio de Janeiro…Quant à Herivelto Martins, il méritera une attention toute particulière bientôt…Je lui dois bien cela…
En attendant en écoute (à droite) un medley où figure "A Lapa" et en vidéo, Ave Maria no morro, grand classiqe d'Herivelto, chanté par Caetano Veloso et Joao Gilberto...

*traduçao do texto francês

O Rei Alberto Primeiro da Bélgica e o Rio de Janeiro…

Há dois dias, à tardinha, resolvi curtir à vontade o dvd « Ensaio TV Cultura, 1990 » dedicado a Herivelto Martins (1912-1992) com o intuito de escrever alguma coisa sobre esse importante compositor de sambas e de marchinhas do século XX. A série de programas « Ensaio » aborda a biografia de personagens ilustres da MPB, dentro de um atmosfera intimista, através de uma entrevista com o artista, entremeada de canções que tenham sido motivo de orgulho de sua carreira, interpretadas pelo próprio - através de trechos ou mesmo na íntegra.
A uma certa altura, uma passagem do programa em dvd capturou minha atenção em particular: evocando o samba “A Lapa”, que ele havia composto nos anos 30, com Benedito Lacerda. Herivelto fala desse bairro do Rio que, nos anos 20, era o centro da (verdadeira!) vida boêmia, onde se ia para se viver a vida, beber, cair na esbórnia, e, naturalmente, tocar e ouvir música.
O compositor conta ainda que, exatamente em 1920, um certo « Rei Alberto » chegou em visita ao Brasil e ao Rio – na época ainda capital do País – e solicitou insistentemente que lhe apresentem aquele bairro tão festivo. Esse famoso Rei, « Alberto » não era outro senão “le roi Albert premier de Belgique” – O Rei Alberto Primeiro da Bélgica (1875-1934) em visita oficial em companhia de sua esposa, a muito querida e célebre Rainha Elisabeth (1876-1865). Eles visitaram, afinal, os estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.
Assim, nesse samba “A Lapa”, Herivelto Martins canta os versos a seguir:

« O Bairro de quatro letras
Até um Rei conheceu
Onde tanto malandro viveu
Onde tanto valente morreu »

Por mais inacreditável que possa parecer, uma hora depois de assistir ao dvd, ao ouvir os noticiários, fiquei sabendo que um evento marcante daquele dia 17 de fevereiro, era justamente a comemoração dos 75 anos do desaparecimento de Alberto, aquele ao qual consagramos como “O Rei Herói” (“Le Roi Chevalier”). Coincidêcia mesmo, podem crer...
Decidi então desviar um pouco o assunto do meu texto, pois já sabia que o herói soberano tinha deixado suas nobres marcas nessa cidade que mora no meu coração: o Rio de Janeiro.
Marcas visíveis aqui e ali, inclusive um busto do Rei em plena zona sul do Rio (mudou varias vezes de lugar!). Mais significante ainda, a visita do casal real deu margem ao batismo de uma avenida também na zona sul, a Avenida Rainha Elisabeth. Foi à antiga Rua Valadares que se atribuiu, em 1922, o nome da rainha dos belgas.
Complementando essa história, bem recentemente o ex-prefeito Cesar Maia pleiteou mudar a placa da avenida para « Avenida Rainha Elisabeth da Belgica », porque muitos turistas ( e brasileiros! ) achavam que se tratava de uma homenagem à Rainha Elisabeth da Inglaterra. O então prefeito não obteve ganho de causa, e na placa continua constando apenas “Avenida Rainha Elisabeth” ...
Longe de se tratar de uma ruazinha qualquer, esse eixo é a principal ligação entre as prais de Copacabana (Avenida Atântica) e de Ipanema (Avenida Vieira Souto) !
Uma importante escola destaca igualmente o nome do rei belga, lembrando que a primeira universidade do Brasil –a UFRJ- nasceu em 7 de setembro (dia da Independência do Brasil) de 1920, inaugurada pelo casal real. Albert veio a ser o primeiro chefe de estado a empreender uma visita ao Brasil! Junte-se a tanto um quadro com o retrato do rei em lugar de destaque no Senado brasileiro... Me sinto com vontade de cantar La Brabançonne (o hino nacional belga ) em tom de samba, com uma lágrima nos olhos!
Naquela época, a Bélgica vivia um período próspero, e fazia parte do grupo das cinco economias mais fortes do mundo.
A bravura e a coragem que o Rei Alberto demonstrou no período da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) ao lado de suas tropas, são de conhecimento do mundo inteiro, e o governo do Presidente Epitacio Pessoa encetou os maiores esforços para recebê-lo. As ações da Rainha Elisabeth durante esse período de guerra, assim como sua bondade e simplicidade, tocaram igualmente o coração dos brasileiros.
Outras obras de infraestrutura foram levadas a cabo para esse evento: a conclusão do alargamento da atual Avenida Niemeyer, e de seu mirante : « gruta de imprensa », que tem o nome oficial de « Rei Alberto » (tanto que ele é gravado dentro da pedra ); bem como a inauguração da Avenida Delfim Moreira, célebre via da orla do bairro do Leblon.
Mas além desses traços visíveis, foi a atitude desse soberano ao longo dessa visita, em setembro de 1920, que marcou os espíritos dos brasileiros, por sua insistência em quebrar certos protocolos durante as cerimônias oficiais, perturbando um pouco as altas autoridades.
Da mesma forma, quis o Rei, de maneira imprevisível, lançar-se a atividades como essa visita à Lapa ou outras ainda, mais esportivas.
Assim, ele resolveu fazer uma grande travessia a nado partindo da Praia de Copacabana até a Praia do Diabo, situada em torno das pedras do Arpoador e de Ipanema... uma rota difícil, que não deixa de causar admiração aos próprios cariocas.
Adepto também da escalada, o rei decidiu também subir o morro do Corcovado (ainda sem a estátua do Cristo Redentor, na época). Essa expedição foi bem planejada, mas quase acabou virando um incidente diplomático. Com o objetivo de tornar a expedição mais cômoda, os cariocas já haviam mapeado o percurso, marcando na rocha os pontos de apoio, para tornar a subida mais fácil. O Rei Alberto, um escalador aguerrido, ofendeu-se; agastado, decidiu empreender um caminho mais radical, que não havia sido preparado. Aqui eu lembro aos brasileiros (e aos belgas ?) que nosso “Rei Cavaleiro”, encontrou seu fim trágico por causa dessa sua paixão pelas escaladas, uma vez que ele morreu numa delas, por conta de uma queda nos rochedos de Marche-les-Dames, perto de Namur, em 17 de fevereiro de 1934.
Essa visita do casal real, pouco convencional, não deixou de inspirar os compositores de samba, que homenagearam o personagem valente representado pelo Rei Alberto.
Nos arquivos da música popular brasileira, encontramos ainda as canções « Alberto I Rei dos belgas », de José Napolitanos ; « Pro Rei Alberto ver », de Lourival de Carvalho ; e « O Protocolo », de B.Silvestre e Miguel de Azevedo, que diz assim:

« O Rei Alberto
Ao pisar este solo
Mandou às favas
O protocolo

Conquistou logo
Com feliz maestria
Dos brasileiros
A simpatia.

Assim, Alberto Primeiro
Ao mundo inteiro
Deu uma lição
Mandou a etiqueta
Com pirueta
Lamber sabão

O Rei Alberto
É um homem de fato
Não tem orgulho
Nem espalhafato

Foi a insulta
Da mais alta
Deixar os repórteres
Espiando na esquina

Comeu feijoada
E bebeu parati
Jogava no bicho
Não saía daqui
E se ele provasse
O angu da baiana
Então ficava
Mais uma semana »

Assim então, esse rei e essa rainha, donos de uma personalidade dos grandes monarcas de outros de outros tempos, marcaram, à sua maneira, a cidade do Rio de Janeiro… Quanto ao Herivelto Martins, merecerá uma atenção especial muito em breve… Eu fico devendo essa a ele...
Á direito: Pot-pourri cantado por Herivelto Martins
Na vídeo: Caetano e João Gilberto cantando “Ave Maria no morro” (Herivelto Martins)




lundi 16 février 2009

Tropicália 13, 16/02 : la playlist…

Barão Vermelho…de la pop électro (Por você) au bon vieux rock basique (Cuidado),
De g. à d. Rodrigo Santos, Frejat, Fernando Magalhaes.

Radio judaica 90,2 FM
www.radiojudaica.be

Générique : YAMANDU COSTA : « Lamento dos morros » (Goroto)


-Tropicália soul/ pop/ funk…

SEU JORGE : « America do Norte » (Seu Jorge/ Gabriel Moura/ P. da Serrinha)
PAULO PADILHA : « Love » (Paulo Padilha)
PRETA GIL : « Leva eu pro samba » (Moraes Moreira)
ANA CAROLINA & SEU JORGE : « O Beat da beata » (Ana Carolina/ Seu Jorge)
ORQUESTRA IMPERIAL : « Não foi em vão » (Thalma de Freitas)
PATU FU : « Tudo vai ficar bem » (John Ulhoa/ A. Echeveri)
JAIR OLIVEIRA : « Coisas fáceis » (Jair Oliveira)
OTTO : « Bob » (Otto/ Bebel Gilberto)
OTTO : « Pra quem ta quente » (Otto/ Pupillo)


-…Do baú
…de derrière les fagots…

DULCE QUENTAL : « Capuccino » (Zélia Duncan/ Dulce Quental)
SUELY MESQUITA & ZÉLIA DUNCAN : « Imenso » (Suely Mesquita/ Zélia Duncan)
ELISA QUEIRÓS : « Merecimento » (Fred Martins/ Elisa Queirós)
MÔNICA PASSOS : « Même pas mal » (Mônica Passos)
VALÉRIA OLIVEIRA : « Avião » (Djavan)
GISELLA : « Azul de passagem » (Flávio Henrique/ Márcio Borges)
CEUMAR & DANTE OZZETI : « Alto mar » (Dante Ozzeti/ Luiz Tatit)
GISELA PEÇANHA : « Tintim por tintim » (Harolda Barbosa)
THAÍS MOTTA : « Ai de mim » (Marco Pinheiro/ Chico Alves)
THAÍS MOTTA : « Água de cheiro » (Mario Sève/ TalitaKuroda)
TÂNIA BICALHO : « Eternamente » (Tunai/ Sergio Natureza)
ANA CAROLINA : « A Canção tocou na hora errada » (Ana Carolina)
LENY ANDRADE : « Batida diferente » (Durval Ferreira/ Mauricio Enoch)

-Tropicália Rock…

CÁSSIA ELLER : « Partners » (Paulo Ricardo/ Paul Pagni/ Luiz Schiavon)
PARALAMAS DO SUCESSO : «Trac Trac » (Fito Paes/ Herbert Vianna)
NILA BRANCO : « Pra ninguém » (Alvin L.)
NILA BRANCO : « Seus olhos » (Pit Passarell)
BARÃO VERMELHO : « Por você » (Frejat/Mauricio Barros/ Mauro sta Cecilia)
BARÃO VERMELHO : « Cuidado » (Frejat/ Mauricio Barros/ Marcelo Adsauro)
CAPITAL INICIAL : « Sem cansar » (Ringer/ Chinchin/ Dinho Ouro Preto/ Alvin L)

-O momento Jobiano…
-Le moment Jobim

TOM JOBIM : « Aguas de março » (A.C.Jobim)
ELIS REGINA & TOM JOBIM : « Só tinha de ser com você » (A.C.Jobim/ Aloysio de Oliveira)
EDU LOBO & TOM JOBIM : « Luiza » (A.C.Jobim)

-e tudo acaba no samba…
-et tout cela termine en samba…

CHICO BUARQUE : « Sem compromisso » (N. Trigueiro/ Geraldo Perreira)
MART’NÁLIA : « Ela é minha cara » (Ronaldo Bastos/ Celso Fonseca)
PAULO PADILHA : « Cobrador » (Paulo Padilha)
PEDRO LUIS & ZECA PAGODINHO : « Ela tem a beleza que nunca sonhei » (Pedro Luis)
DIOGO NOGUEIRA : « Bola dividida » (Luiz Ayrão)
MARCELO D2: "A Procura da batida perfeita" (MD2/ D.Corcoz/ L. Bonfa)







vendredi 13 février 2009

Hoje é dia dos namorados…La Saint Valentin !

La Saint Valentin: dia do amor, do comercio, do kitch, e do desespero dos solteiros!

Enquanto vocês, brasileiros, comemoram o dia dos namorados dia 12 de junho, nós, europeus, festejamos esta data hoje, dia 14 de fevereiro…Não sei porque, e por favor, não me peçam para fazer pesquisas !
Então, se quiserem surpreender suas (seus) bem amada(o)s, podem sempre oferecer uma flor para a (o) festejar « à la francêsa » (ou « à la belga »). É muito chique mesmo !
Para esta data querida, que tambem chamamos de « dia do comércio relacionado ao amor » ou dia do « kitch » (na verdade, o kitch é um verdadeiro arte!), nada melhor do que escutar a poesia do poetinha Vinicius, e da Ana Terra :

Eu sei que vou te amar (Jobim/ Vinicius) por Roberto Carlos

Amor, meu grande amor (Angela Rôrô/ Ana Terra) por Angela Rôrô



CE BLOG EST DÉDIÉ AUX CURIEUX QUI AIMERAIENT CONNAÎTRE L'ART ET LA MUSIQUE POPULAIRE BRÉSILIENNE. UNE OCCASION POUR LES FRANCOPHONES DE DÉCOUVRIR UN MONDE INCONNU OU IL EST DE MISE DE LAISSER SES PRÉJUGES AU VESTIAIRE.