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samedi 26 septembre 2009




Segunda parte do programa divulgada sobre as ondas de Rádio Judaica o 14 de Setembro, às 15:15 (hora Brasilia)
Deuxième partie de l'émission divulguée sur Radio Judaica, le 14 septembre, à 20h15.


BLOCO 2 :

-SIMONE :
«Love » (Paulo Padilha)
-PAULO PADILHA : « O Cobrador » (Paulo Padilha)
-ALCIONE : « Sufoco » (Chico da Silva/ Antônio José)
-MARCOS SACRAMENTO & CLARA SANDRONI : « Bocoché » (Baden Powell/ Vinicius de Moraes)
-CHICO BUARQUE : « Dura na queda » (Chico Buarque)
-DIOGO NOGUEIRA : « Sou eu » (Ivan Lins/ Chico Buarque)
-RENATO GODÁ : « O que você quer eu não sei » (Renato Godá)
-NEY MATOGROSSO : « Lema » (Carlos Rennó/ Lukua Kanza)
-ARNALDO ANTUNES : « Paradeiro » (Arnaldo Antunes/ Carlinhos Brown/ Marisa Monte)
-NANDO REIS : « Pra você guardei o amor » (Nando Reis)
-CARLOS CAREQA (c/TATIANA PARRA) : « Isso passará » (C.Careqa)
-ANDRÉ ABUJAMRA : « Essa música não existe » (André Abujamra)
-SIMONE : « Certas noites » (Dé Palmeira/ Adriana Calcanhotto)
-VANESSA DA MATA : « Ai, ai, ai » (Liminha/ Vanessa da Mata)

jeudi 27 août 2009

En écoute aujourd’hui : António Zambujo.


(texte français, texto português traduzido do francês)

Comme toutes les musiques raffinées et subtiles, le fado se mérite. Et c’est grâce à des artistes comme
António Zambujo, que des amateurs novices (comme moi) peuvent trouver petit à petit les clefs de ce monde musical profondément humain et traditionnel. Les puristes vous parleront du fado de Lisbonne ou de Porto, plus enjoué que celui de Coimbra, ou encore de celui moins connu, peut-être, de la région du Alentejo (centro du Portugal), d’où est originaire António Zambujo. Dans le cas de ce jeune artiste de 34 ans, on se rend compte cependant bien vite que l’artiste mêle à ses racines, de nombreux éléments d’influences diverses. Et si « Outro sentido » se retrouve sur ce blog, c’est que son fado métissé a séduit beaucoup de brésiliens, et visiblement pas les moindres. Sur la galerie de photos de son site (ici), on le voit entouré de Ney Matogrosso, Sandra de , Roberta , Pedro Luis, Vanessa da Matta ou encore Caetano Veloso- ce dernier ne tarissant pas d’éloges à son égard.

Le label MP,B a donc décidé de relancer au Brésil (et aussi dans toute l’Europe), « Outro sentido », le troisième album d’António Zambujo, déjà édité au Portugal depuis 2007. Pour rendre le disque plus attractif, la maison de disques a décidé d’y ajouter trois titres qui associent l’artiste portugais à quelques nom porteurs de la scène brésilienne : Ivan Lins très populaire au Portugal depuis bien longtemps ; Zé Renato qui, lui aussi, a très souvent participé à des projet lusitaniens (avec le groupe Trinadus notamment) ; et le couple « in » carioca Pedro Luis et Roberta Sá.
Cependant, en toute franchise, la présence de ces participations luxueuses n’ajoute rien à la haute qualité intrinsèque de l’album. La présence des titres Quando tu passas por mim (Vnicius de Moraes/ Antônio Maria) et Labios que beijei (J.Casseta/ Leonel Azevedo) -inclus initialement dans l’album- honorait déjà magnifiquement le lien entre le Brésil et le Portugal. Dire qu’António Zambujo est un excellent chanteur participe du pléonasme. Un bon chanteur de fado est par essence doté d’une technique exceptionnelle et beaucoup d’interprètes brésiliens -parmi les meilleurs- s’y sont régulièrement cassés les dents. Mais la voix de Zambujo est suave et séductrice, et la comparaison avec Caetano Veloso paraît inévitable. Foi deus (Alberto Janes), chanté en partie a capella, donne la pleine mesure de son talent, tout comme Chamateia (A.M.Souza/ L.A.Bettencourt) où, seulement accompagné des voix bulgares Angelite, il nous emmène dans les entrailles du sacré. Sublime… António n’est cependant pas un fadiste iconoclaste, et une bonne partie du répertoire de l’album reste dans la conception instrumentale du genre, avec ses guitares portugaises cristallines. Mais les arrangements des guitares classiques et surtout une contrebasse appuyée, enrichissent encore la beauté de l’ensemble… Quand ce ne sont pas des trompettes grégoriennes sur la ballade Ao sul (João Monge/ João Gil) qui interviennent de manière surprenante. La voix d’António se montre aussi parfois minimaliste et discrète comme sur Fadista louco (Alberto Janes) et la « presque » bossa Outro sentido et le chanteur prouve à diverses reprises ici, que le fado ne rime pas -comme on le pense souvent- avec un pathos exacerbé. Un très bel album à savourer, et pour beaucoup, sûrement, un artiste à découvrir…(vidéos en dessous du texte portugais)

António Zambujo entouré de Sandra de Sá et Ney Matogrosso (photo site du chanteur)

Escutando hoje : António Zambujo.
Como toda música refinada e sutil, o fado merece-se. E é graças a artistas como António Zambujo, que os apreciadores iniciantes (como eu) podem descobrir pouco a pouco as chaves desse universo musical profundamente humano e tradicional. Os puristas vos falarão sobre o fado de Lisboa ou do Porto, mais alegre e animado do que o de Coimbra, ou ainda daquele menos cohecido, talvez, da região do Alentejo (centro de Portugal)... de onde é originário António Zambujo. No caso desse jovem artista de 34 anos, damo-nos conta rapidamente de que o artista mescla às suas raízes numerosos elementos oriundos de influências diversas. E se « Outro sentido » aporta cá a esse blog, é porque seu fado « mestiço » já seduziu muitos brasileiros, e visivelmente dos mais expressivos. Na galeria de fotos de seu site, o vemos cercado de Ney Matogrosso, Sandra de Sá, Roberta Sá, Pedro Luis, Vanessa da Matta, ou ainda Caetano Veloso - que não se escusa a elogiar o trabalho de António.

O selo MP,B decidiu então relançar no Brasil (e também dentro da Europa), « Outro sentido », o terceiro álbum de António Zambujo, já lançado em Portugal a partir de 2007. Para fazer do disco algo mais atrativo aos olhos do público brasileiro, a gravadora decidiu adicionar três títulos que vêm a associar o artista português a alguns nomes de « palca » da cena musical braileira : Ivan Lins, que é muito popular em Portugal já faz muito tempo ; Zé Renato, que, esse também, participou com assiduidade de projetos lusitanos (com o grupo Trinadus, mais notadamente) ; e o casal musical carioca mais« in » - Pedro Luis e Roberta Sá. No entanto, com toda a franqueza, a presença dessas participações « luxuosas » não agregam nada de especial à alta qualidade intrínseca do próprio álbum. A presença dos títulos Quando tu passas por mim (Vnicius de Moraes/ Antônio Maria) e Lábios que beijei (J.Casseta/ Leonel Azevedo) – incluídos inicialmente no disco – já honravam magnificamente os fortes laços que unem o Brasil a Portugal.
Dizer que António Zambujo é um excelente cantor é mero pleonasmo. Um bom cantor de fado é por essência dotado de uma técnica excepcional, e muitos dos intérpretes brasileiros – mesmo dentre os melhores – quando entram nesse campo costumam enrolar a língua. Mas o timbre da voz de Zambujo é suave e sedutora, e a comparação com Caetano Veloso parece inevitável. Foi Deus (Alberto Janes), cantado à capela, na exata medida de seu talento, tanto quanto Chamateia (A.M.Souza/ L.A.Bettencourt), acompanhado somente pelas vozes búlgaras do grupo Angelite, nos conduz às vísceras do sagrado. Sublime… António não é no entanto um fadista iconoclasta, e uma boa parte do repertório do seu álbum segue os trilhos da concepção instrumental do gênero, com suas guitarras portuguesas cristalinas. Mas os arranjos das guitarras clássicas, e contando sobretudo com o apoio de um contrabaixo, enriquecem ainda mais a beleza do conjunto... Isso quando não são os trompetes gregorianos inseridos na balada Ao sul (João Monge/ João Gil), que intervêm de maneira surpreendente. A voz de António mostra-se também por vezes minimalista e discreta, como em Fadista louco (Alberto Janes) e na « quase » bossa Outro sentido. Isso nos prova aqui, por diversas vias, que o fado não rima sempre – ao contrário do que se pensa - apenas com uma eloquência exacerbada. « Outro sentido » é um belíssimo álbum a ser degustado ; e, com toda a certeza, pela voz de um grande artista a ser descoberto...



mercredi 26 août 2009



-TOM JOBIM : « Águas de março » (Antônio Carlos Jobim)
-1973-
-TOM JOBIM & EDU LOBO : « Pra dizer adeus » (Edu Lobo/ Capinam) -1981-
-NEY MATOGROSSO & RAFAEL RABELLO : « O Mundo é um moinho » (Cartola) -1990-
-ZÉ RENATO : « Porque estou aqui » (Zé Renato/ Arnaldo Antunes) -2000-
-PAULINHO MOSKA : « O Último dia » (Moska/ Billy Brandão) -1995-
-RITA LEE : « Menino bonito » (Rita Lee) -1974-
-NILA BRANCO : « Dessa vez » (Nando Reis) -2004-
-BARÃO VERMELHO : « Por você » (Frejat/ M. Barros/ M.Sta Cecilia) -1998-
-CÁSSIA ELLER : « Partners » (P.Ricardo/ P.Pagni/L.Schiavon) -1994
-LEGIÃO URBANA : « Tempo perdido » (Bonfá/ Russo/ Villa-Lobos) -1993-
-RENATO RUSSO : « La forza della vita » (P.Vellesi/ Dati) -1995-
-LOS HERMANOS : « Deixe o verão » (Rodrigo Amarante) -2003-

mercredi 1 juillet 2009

Cargo de nuit…

Un animateur de radio, quelque part, seul dans la nuit...!

(texte français plus bas)

Cargueiro noturno...

É uma sensação muito inebriente essa de encontrar-se só diante dos equipamentos de controle de uma estação de rádio, no meio da noite, enquanto a cidade dorme, e quando não há viv´alma no prédio que abriga o estúdio. Uma espécie de sensação de ser o senhor do mundo, ou o capitão de um navio no qual o leme teria sido substituído por uma grande mesa de mixagem da qual eu nem conheço a utilidade da metade dos manches e dos sinais luminosos. Essa sensação de solidão – mas de plenitude – te dá a impressão de reinar sob as ondas hertizianas e através dos meandros da Internet.
Os estúdios da Rádio Judaica são grandes, novos em folha, e a iluminação tênue te faz mergulhar nessa atmosfera de mistério que se percebe em certos filmes policiais americanos, nos quais o personagem principal, com sua voz cavernosa, responde às almas aflitas que querem abrir-se em confidências. Nessas cenas, geralmente é o serial killer que, pelo telefone, usa a emissão noturna como um exutório, bem mais íntimo que um confessionário.
Bom... Nada assim tão romanceado no meu caso, mas esse clima « noir » intimista em particular era o que predominava nesse último Tropicália da temporada.
Na verdade, houve uma mudança de última hora, pois ocorreu um problema técnico que não permitiu que o programa se desenrolasse dentro de seu horário habitual, que é a partir das 21 :45 h (hora de Bruxelas), às segundas-feiras.
Foi então um tanto na emergência que eu consegui um horário improvisado nessa última terça, 30 de junho, exatamente à meia-noite. E assim fomos até às 4 da manhã ! Foi então, de qualquer forma, o dia do « Tropicália Night » !
Quatro horas de programa, uma duração fora do comum para uma transmissão que eu desejava que fosse vibrante, pelos meus 20 anos de convivência com as músicas do Brasil (vide os posts de 11 e de 13 de junho). Eu queria simplesmente pincelar de maneira bem sucinta certos momentos musicais que vieram – de uma forma ou de outra – a me envolver e alegrar ao longo dessas duas décadas. De fato, essa abordagem provou-se utópica : quanto mais eu tentava estabelecer uma programação perfeita, compacta, mais eu me afastava dela. Missão impossível. Meu ecletismo cujo sempre gostei de me vangloriar e colocar em destaque, transformou-se no meu maior inimigo (« a mente eclética, mais cedo ou mais tarde, vai levá-lo à loucura... » - já disse o grande sábio !). E eu decidi finalmente – para obter uma maior homogeneidade – sacrificar um bom número dessas pequenas lembranças musicais que seriam tantas quanto as madeleines de Proust.
Mas o resultado não foi menos sedutor, como vocês podem constatar mais abaixo.

A transmissão direta tira férias por dois meses, mas o show continua ! Como vocês já sabem, inúmeros episódios inéditos continuarão a ser editados em podcast, numa base semanal até a reprise do programa ao vivo na Rádio Judaica, na segunda-feira 31de agosto de 2009. E esse famoso « Tropicália Night 28 » (em quatro blocos) vai estar então disponível para vocês através do site PODOMATIC, e também através desse blog, ao longo de todas as férias européias. A festa da música tupiniqium tem que rolar de qualquer maneira !
Em tendo apetite, aqui abaixo, então, a lista das fatias servidas...





C’est une sensation très grisante que celle de se retrouver seul aux commandes d’une station de radio, en pleine nuit, tandis que la ville dort, et qu’il n’y a âme qui vive dans le bâtiment qui abrite le studio. Une sorte de sensation d’être le Maître du monde, ou le Capitaine d’un navire où la barre serait remplacer par une grande table de mixage dont je ne connais pas l’utilité de la majorité des manettes et des voyants lumineux. Cette sensation de solitude -mais de plénitude- vous donne l’impression de régner en souverain sur les ondes hertziennes et au travers des méandres d’internet. La moindre stupidité que je pourrais balancer serait relayer partout dans le monde où se trouve le plus basique des ordinateurs.

Les studios de Radio Judaica sont grands, flambant neuf, et la lumière tamisée vous plonge dans cette atmosphère de confidence que l’on voit parfois dans ces films policiers américains, où l’animateur à la voix caverneuse répond aux âmes égarées en souffrance qui se confient. Dans ces scénarios c’est souvent le sérial killer qui, par le biais du téléphone, prend l’émission nocturne pour un exutoire, bien plus intime qu’un confessionnal.
Bon…Rien d’aussi romanesque dans mon cas, mais ce climat feutré et particulier était bien celui de ce dernier Tropicália de la saison.
En vérité, il y avait eu un buzz de dernière minute, puisqu’un problème technique n’avait pas permis que le programme se déroule dans sa case horaire habituelle, c’est-à-dire le lundi à partir de 21h45 (heure de Bruxelles).
C’est donc un peu dans l’urgence que j’obtins une tranche improvisée ce mardi 30 juin, à minuit exactement…Et cela jusqu’à 4 heures du matin ! Ce fut donc en quelque sorte la Tropicália Night !
Quatre heures de programme, un timing inhabituel pour une émission que je voulais flamboyante pour mes 20 années de coexistence avec les musiques du Brésil (voir post du 11 et 13 juin). Je désirais juste survoler de manière très succincte quelques moments musicaux qui m’avaient - d’une manière ou d’une autre- envoûter ou exalter durant ces deux décennies. En fait, cette démarche relevait de l’utopie puisque, plus je tendais à vouloir établir la programmation parfaite, plus je m’en éloignais. Mon éclectisme dont j’aime à me vanter était devenu mon pire ennemi (« eclectic mind will soon or later drives you insane… » disait le grand sage !). Et je décidais finalement -pour tendre à une meilleure homogénéité- de sacrifier bon nombre de ces petits souvenirs musicaux qui étaient autant de madeleines de Proust.
Mais le résultat n’en fut pas moins séduisant comme vous pourrez le constater ci-dessous.



L’émission en direct prend congé pour deux mois, mais le show continue ! Comme vous le savez de nombreux épisodes inédits continueront à être édité à raison d’un par semaine, et ceci jusqu’à la reprise du programme, le lundi 31 août 2009. Et cette fameuse Tropicália Night (en quatre blocs) vous sera donc livré sur le site PODOMATIC et sur ce blog tout au long des vacances européennes.
En avant goût, voici donc la liste des morceaux diffusés…



TROPICALIA NIGHT, 30/ 06 : Festa da música tupiniquim...

BLOCO 1 :

-BETH CARVALHO : « Meu samba diz » (Sombra/ Sombrinha/ Adilson Vitor) -1989-

-LUIZ MELODIA & ELZA SOARES : « Fadas » (Luiz Melodia) -2002-
-PAULINHO DA VIOLA : « Coração leviano/ Argumento » ao vico (Paulinho da Viola) -1997-
-MARIA BETHÂNIA, GILBERTO GIL, CAETANO VELOSO : « Alguém me avisou » (Dona Ivonne Lara) -1980-
-FAROFA CARIOCA : « São Gonça » (Seu Jorge) -1997-
-MARIA RITA : « Cara valente » (Marcelo Camelo) -2003-
-ROSA PASSOS & IVAN LINS : « Abajur lila » (Rosa Passos/ Ivan Lins/ Fernando de Oliveira) -1996-
-JOÃO GILBERTO & MIÚCHA : « Izaura » (Herivelto Martins) -1973-
-VINICIUS & TOQUINHO : « Samba da volta » (Vinicius de Moraes/ Toquinho) -1973-
-SERGIO MENDES & BRAZIL 66 : « Like a lover » (Dori Caymmi/ N.Motta/ M.Bergman/ A.Bergman) -1968-
-CHICO BUARQUE : « Cantando no torro » (Chico Buarque) -1988-
-GILBERTO GIL : « Pop wu wei » (Gilberto Gil) -1997-
-CLARA NUNES : « Ijexá » (Edil Pacheco) -1983-




BLOCO 2 :

-GABRIEL O PENSADOR : « Festa da música » (Gabriel o Pensador/ Memê) -1997-

-PARALAMAS DO SUCESSO : « O Trem da juventude » (Herbert Vianna) -1998-
-MARINA LIMA : « Virgem » (Marina Lima/ Antonio Cícero) -1987-
-KID ABELHA : « Grand hotel » ao vivo (G.Israel/ P.Toller/ Lui Farias) -1994-
-ADRIANA CALCANHOTTO : « Esquadros » (A. Calcanhotto) -1992-
-GUILHERME ARANTES : « Meu mundo e nada mais » ao vivo (G.Arantes) -1990-
-DJAVAN : « Carnaval no Rio » (Djavan) -1987-
-LEILA PINHEIRO : « Pra iluminar » (Eduardo Gudin) -1988-
-CAETANO VELOSO : « Itapuã » (Caetano Veloso) -1991-
-BELLO VELLOSO & MARIA BETHÂNIA : « Brincando » (Alexandre Leão/ Mabel Velloso) -1994-
-JORGE BENJOR : « Amante amado» (Jorge Ben) -1978-




BLOCO 3 :

-FERNANDA ABREU : « Veneno da lata » (F.Abreu/ Will Mowatt/ H.Vianna) -1995-

-GAL COSTA : « Salvador não inerte/ Ladeira do Pelô » (Bobôco/ Beto Jamaica/ Betão) -1990-
-DANIELA MERCURY : « Batuque » (Rey Zulu/ G.Evangelista) -1992-
-BANDA MEL : « Prefixo do verão » (Beto Silva) -1992-
-ALCEU VALENÇA & ZIZI POSSI : « Tesoura do desejo » (Alceu Valença) -1992-
-NEY MATOGROSSO : « FM Rebeldia » (Alceu Valença) -1993-
-CHICO SCIENCE & NAÇÃO ZUMBI : « Rios, pontes e overdrives » (Chico Science/ Zero Quatro) -1994-
-LENINE : « Candeeiro encantado » (Lenine/ P.C.Pinheiro) -1997-
-ZECA BALEIRO : « Salão de beleza» (Zeca Baleiro) -1997-
-RITA RIBEIRO : « Missiva » (Zeca Baleiro) -1997-
-ANA CAROLINA : « Garganta » (Totonho Villeroy) -1999-
-DANIELA MERCURY : « O Mais belo dos belos/ O Charme da liberdade » (Guiguio/ V.Farias/ A.Poesia) -1992-




BLOCO 4 :

-TOM JOBIM : « Águas de março » (Antônio Carlos Jobim)
-1973-
-TOM JOBIM & EDU LOBO : « Pra dizer adeus » (Edu Lobo/ Capinam) -1981-
-NEY MATOGROSSO & RAFAEL RABELLO : « O Mundo é um moinho » (Cartola) -1990-
-ZÉ RENATO : « Porque estou aqui » (Zé Renato/ Arnaldo Antunes) -2000-
-PAULINHO MOSKA : « O Último dia » (Moska/ Billy Brandão) -1995-
-RITA LEE : « Menino bonito » (Rita Lee) -1974-
-NILA BRANCO : « Dessa vez » (Nando Reis) -2004-
-BARÃO VERMELHO : « Por você » (Frejat/ M. Barros/ M.Sta Cecilia) -1998-
-CÁSSIA ELLER : « Partners » (P.Ricardo/ P.Pagni/L.Schiavon) -1994
-LEGIÃO URBANA : « Tempo perdido » (Bonfá/ Russo/ Villa-Lobos) -1993-
-RENATO RUSSO : « La forza della vita » (P.Vellesi/ Dati) -1995-
-LOS HERMANOS : « Deixe o verão » (Rodrigo Amarante) -2003-



vendredi 10 avril 2009

Voyage de poche à Rio, 8 avril : Fred Martins…Et ‘Osgêmeos’.

Le monde fascinant d' Osgêmeos, graffitistes de Sao Paulo.

(texto português em baixo)


Il existe certains artistes avec qui, durant les interviews, il se crée obligatoirement certaines affinités. Il est vrai que, dans la mesure du possible, j’essaie toujours de sortir du format traditionnel ‘question/réponse’, pour engager vers une conversation plus informelle. Ce n’est pas toujours facile -surtout avec les plus célèbres d’entre eux- et puis cela dépend bien évidemment de la personnalité de chacun.

Avec Fred Martins -que je considère comme un des compositeurs les plus doués de sa génération- j’ai pu garder régulièrement le contact et ce fut avec plaisir que je pus déjeuner avec cet artiste de Niterói au Centro Cultural Banco do Brasil. C’est dans cet espace que s’exposent pour l’instant les ‘graffitistes’ de São Paulo appelés Osgêmeos, autrement dit, les Jumeaux (en réalité Gustavo et Otávio Pandolfo)..
Pour parler de ceux-ci, ils ont déjà acquis une forte réputation internationale, et j’avais pris connaissance de leur art en visionnant le dvd de l’artiste Siba, du Pernabuco, pour lequel ils avaient entièrement envahi la scène du Théâtre Municipal de Niterói de leur monde. (À propos, même si Niterói se situe à un jet de pierre de Rio, il est aussi conseillé d’appeler un de ses habitants de Carioca, que de qualifier un irlandais d’anglais…un basque d’espagnol, etcetera !).
Le monde de ces ‘jumeaux’ est assez fascinant, mais comme tous les artistes de rue qui conquièrent une notoriété (Jean Michel Basquiat, Keith Haring…), la récupération mercantile de leur art aura sans doute raison de l’essence même de leur travail…Enfin, en attendant, leurs personnages issus de la réalité urbaine sont assez singuliers et interpellants. Outre le graphisme, ils pratiquent par ailleurs la sculpture et créent de véritables installations. J’aime assez…

Fred Martins, conquis par l'expo du CCBB (?) (photo Daniel A.)

Pour revenir à Fred Martins, son nom m’était d’abord apparu sur la pochette de bons nombres d’artistes, féminines principalement, comme Thaís Motta, Elisa Queiros, et d’autres ; mais aussi d’artistes plus confirmés tel que Ney Matogrosso ou Zélia Duncan.
Ses deux albums personnels -« Janelas » (2001) et « Raro e comum » (2005)- avaient attiré l’attention de la critique, et le prestigieux prix Visa du meilleur compositeur qu’il gagna en 2006, lui permit d’ouvrir un chemin vers une reconnaissance encore un peu timide. Son dvd « Tempo afora » (2007) sorti dans la foulée, nous a fait découvrir un artiste complet, mélodiste pop (ou MPB si vous préférez) subtil, et un excellent musicien. Il travailla de nombreuses années à retranscrire les partitions pour les fameux « songbooks » de Almir Chediak.
Notre rencontre informelle de mardi dernier fut l’occasion pour lui de me donner son dernier-né, « Guanabara » en vente au Brésil fin de ce mois d’avril. L’album est entièrement tourné vers ce qui l’amena à la musique : la Bossa Nova de Jobim et de João Gilberto.
Sans encore avoir pu l’écouter, ce qui me paraît primordial, c’est qu’il est constitué de compositions complètement nouvelles et non de reprises géniales, certes, mais mille fois entendues. L’hommage de Fred à ses maîtres se restreint donc uniquement à respecter l’esprit du style, acoustique et intimiste : une voix, une guitare, une contrebasse, une batterie, avec de çà et là, un accompagnement de cordes.
Si l’on accepte le fait qu’un style musical naît en accord avec les contextes de son époque, il n’y a aucune raison de penser que la Bossa (comme le rock, le jazz, et toutes musiques populaires) doive mourir à un moment donner. L’esthétique musicale d’un mouvement est là pour durer. La Bossa Nova, en tant que musique, n’est pas morte en 1964, et des artistes comme Fred Martins sont là pour le prouver. Il ne reste plus qu’à se plonger dans sa baie de « Guanabara ».

PS : Fred est également un excellent dessinateur et illustrateur, mais je n’ai rien pu trouver sur le net pour le prouver ici…

Texto português traduzido do francês, destinado aos leitores aprendizes.

Viagem de bolso ao Rio, 8 de abril : Fred Martins… E ‘Os Gêmeos’.

Existem certos artistas com os quais, ao longo das entrevistas, criam-se naturalmente certas afinidades. É verdade que, na medida do possível, eu busco sempre evitar o tradicional formato « pergunta / resposta », a fim de promover uma conversa mais informal. Isso não é sempre fácil, sobretudo lidando com os nomes mais célebres, e afinal isso depende também da personalidade de cada um.
Com Fred Martins, que eu considero um dos compositores mais afáveis de sua geração, pude manter um contato regular, e foi com grande prazer que eu pude almoçar com esse artista de Niterói no Centro Cultural Banco do Brasil. É nesse mesmo espaço onde se encontra agora a exposição dos grafiteiros de São Paulo chamados de ‘Osgêmeos’ - Gustavo e Otávio Pandolfo.
Para falar desses dois, há que lembrar que eles já conquistaram uma forte reputação internacional, e eu já conhecia previamente o trabalho deles em função de assistir ao dvd do artista Siba, de Pernambuco, no qual eles invadiram a cena no Teatro Municipal de Niterói com seus mundo imaginário. (A propósito, mesmo que Niterói se situe geograficamente a um pulo do Rio – basta atravessar uma ponte – é tão aconselhado chamar um de seus habitantes de Carioca, assim como qualificar um irlandês de inglês... ou um basco de espanhol, etc. !).
O universo desses « gêmeos » é extremamente fascinante, mas como todos os artistas de rua que conquistaram alguma notoriedade (Jean Michel Basquiat, Keith Haring...), o retorno comercial desse tipo de arte virá sem dúvida em razão da essência mesma de seus trabalhos... Porém, enxergo seus personagens captados da realidade urbana como bastante peculiares e instigantes. Além do grafismo, eles fazem esculturas, criando inclusive verdadeiras instalações. Eu gosto bastante...

Voltando ao Fred Martins, seu nome me vinha a reboque de apresentações de bons nomes femininos, principalmente Suely Mesquita, Thaís Motta e Elisa Queiros, dentre outras ; mas também ao lado de artistas mais consagrados como Ney Matogrosso ou Zélia Duncan.
Seus dois álbuns pessoais -« Janelas » (2001) e « Raro e comum » (2005)- chamaram a atenção da crítica e a obtenção do prestigiado Prêmio Visa de melhor compositor, que ele ganhou em 2006, o que o permitiu abrir um caminho próprio, sob um reconhecimento então ainda tímido. Seu dvd « Tempo afora » (2007) saiu nesse rastro, e nos permitiu descobrir um artista completo : um melodista pop (ou MPB, se vocês assim o preferem) sutil, e um excelente musicista. Ele trabalhou por vários anos na retranscrição de numerosas partituras para os famosos « songbooks » do Almir Chediak.
Nosso reencontro informal dessa última terça-feira foi a oportunidade que tivemos para que ele me presentear com seu recém-nascido « Guanabara » , a ser colocado à venda no Brasil ao final desse mês de abril. O álbum é inteiramente voltado à o que lhe levou à música : a Bossa Nova de Jobim e de João Gilberto.
Mesmo até agora sem ter podido ouvi-lo, o que me parece primordial é o fato de que é um disco constituído de composições completamente novas, e não de regravações geniais – tudo bem, mas já mil vezes absorvidas. A homenagem de Fred a seus mestres se restringe então a respeitar o espírito do estilo bossanovista - acústico e intimista : uma voz, um violão, um contrabaixo, uma bateria e, aqui e ali, um acompanhamento de cordas.
Se aceitamos o fato de que um estilo musical nasce no contexto geral de sua época, não há razão para se imaginar que a Bossa (como o rock, o jazz, e todas as músicas populares) deva morrer no momento seguinte. A estética musical de um movimento está ali para perdurar. A Bossa Nova, como música, não acabou-se em 1964, e os artistas como Fred Martins estão aí para comprovar. Não me resta nada além de mergulhar dentro dessa baía de « Guanabara ».

P.S. : Fred é também um excelente desenhista e ilustrador, mas eu ainda não pude buscar algo na rede para mostrar a vocês aqui...


En vidéo: Merecimento (Fred Martins) par Elisa Queiros et Fred Martins (vidéo amateur)

Novamente par Fred Martins.



CE BLOG EST DÉDIÉ AUX CURIEUX QUI AIMERAIENT CONNAÎTRE L'ART ET LA MUSIQUE POPULAIRE BRÉSILIENNE. UNE OCCASION POUR LES FRANCOPHONES DE DÉCOUVRIR UN MONDE INCONNU OU IL EST DE MISE DE LAISSER SES PRÉJUGES AU VESTIAIRE.