Este blog é dedicado a todos os curiosos que desejam saber mais sobre Arte e Música Popular Brasileira. Para os francófonos, uma oportunidade de descobrir um novo e fascinante universo cultural. Para os brasileiros, o interesse em conhecer o ponto de vista de um jornalista europeu sobre sua rica produção artística
Voici la playlist des titres joués dans l’émission Tropicália de ce lundi 23 mars. Comme à chaque fois, quelques vidéos illustrent certains morceaux entendus lors du programme… Tropicália s’absente trois semaines, et reviendra le 20 avril. En cause…un voyage vers Rio dont je vous relaterai quelques évènements musicaux sur ce blog…à bientôt !
Abaixo, o menu com as músicas tocadas pelo programa Tropicália, ontem, segunda-feira, 23 de março. Como de costume, alguns vídeos ilustram certas partes da transmissão ao longo do mesmo. Tropicália se ausentará a partir de agora por três semanas, retornando ao ar em 20 de abril. O motivo: mais uma viagem ao Rio, a partir da qual contarei a vocês a respeito das novidades e fatos musicais que lá encontrar, aqui nesse blog... Até breve!
MART’NÁLIA : « Entretanto »(Mart’nália/ Mombaça) RITA RIBEIRO : « Essa dona »(Mano Borges/ Alê Muniz) RUBI : « De onde vem a calma »(Marcelo Camelo) VANESSA RANGEL : « Acho que vou embora »(Vanessa Rangel) ZÉ RENATO : « Um a zero »(Pinxinguinha/ Benedito Lacerda) ZECA BALEIRO :« Comigo »(Zeca Baleiro) ZECA BALEIRO : « Despedi o meu patrão »(Zeca Baleiro/ Capinam) LOS HERMANOS :« Deixe o verão »(Rodrigo Amarante)
Famille Jobim et Caymmi: "Maracangalha"
DORIVAL CAYMMI :« O Vestido de bolero » -1960-(Dorival Caymmi) DORIVAL CAYMMI :« 2 de fevereiro » -1959-(Dorival Caymmi) DORIVAL CAYMMI :« Maracangalha » -1965-(Dorival Caymmi)
Vidéos: Lula Queiroga: "Atirador" Pedro Luis e a Parede: "Tem juizo mas nao usa"
SPÉCIAL LULA QUEIROGA (…ESPECIAL)
ROBERTA SÁ :« Ah, se eu vou » (Lula Queiroga) ROBERTA SÁ : « Belo etranho dia para se ter alegria »(Lula Queiroga) ELBA RAMALHO : « Último minuto » (Lula Queiroga) NEY MATOGROSSO & PEDRO LUIS :« Noite Severina »(Lula Queiroga/ Pedro Luis) PEDRO LUIS E A PAREDE :« Tem juizo mas não usa »(Lula Queiroga/ Pedro Luis) LENINE :« A Mancha »(Lenine/ Lula Queiroga) PAULA MORELENBAUM : « Escrúpulo » (Lenine/ Lula Queiroga) VIRGINIA ROSA :« A Ponte »(Lenine/ Lula Queiroga) LULA QUEIROGA :« Atirador » (Lula Queiroga)
TROPICÁLIA CLASSICS
GILBERTO GIL :« Qui nem jiló »(Luiz Gonzaga/ Humberto Teixeira) JOÃO GILBERTO : « Eu samba mesmo »(Janet de Almeida) NANA CAYMMI : « Contrato de separação » (Anastácia/ Dominguinhos) MARIA BETHANIA :« São João Xangô menino »(Gilberto Gil/ Caetano Veloso) CHICO BUARQUE :« Cantando no toro »(Chico Buarque) GAL COSTA :« Caminhos cruzados »(Tom Jobim/ Newton mendonça) NILZE CARVALHO : « Estava faltando você » (Wilson das Neves/ Délcio Carvalho) DJAVAN :« Asa »(Djavan) DJAVAN :« Alagoas »(Djavan)
Yamandu Costa était à l'espace Senghor de Bruxelles, ce 19 mars 2009 (photo Daniel A.)
(texto português em baixo)
L’artiste brésilien visitant nos contrées est devenu une denrée rare ! Raison de plus pour que, quand l’évènement se présente, nous dégustions sa venue à la petite cuillère. Bien sûr Yamandu Costa n’est pas ce qu’on peut appeler une star populaire brésilienne. Comme tout ceux qui sont des cadors de la musique instrumentale, il s’adresse dans son pays à une niche d’amateurs mélomanes. Il rassemble d’ailleurs d’avantage de public hors de ses frontières, à l’instar d’autres monstres sacrés comme Hermeto Pascoal ou Egberto Gismonti, pour ne citer que les plus célèbres. Les connaisseurs qui achètent les albums ou se rendent aux concerts de cette catégorie d’artistes se trouvent dans un cercle bien plus large que celui des simples amateurs des musiques du Brésil. Il n’y avait qu’à scruter le public hétéroclite venu en nombre à l’espace Senghor de Bruxelles, ce 19 mars, pour s’en convaincre. La salle s’était d’ailleurs pour le coup retrouvé un peu « courte » pour accueillir les amateurs du génial instrumentiste, qui compte déjà à son actif 6 albums distribués au Brésil depuis 2001 (dont "Ida e volta" sorti chez nous, gha records). Malgré cela, si Yamandu Costa est un grand guitariste, il est avant tout un grand guitariste brésilien ! Dans la grande tradition de ceux que ce pays nous sert depuis des décennies. De ceux qui jouent une guitare percussive, un « violão sujo », c’est-à-dire un jeu de guitare sauvage, sans fioriture, et presque viscéral par instant. On se rappelle du frêle BadenPowell (1937-2000) maltraitant sa guitare comme si sa vie en dépendait, mais aussi de Raphael Rabello, énorme talent disparu bien trop tôt (1962-1995). Yamandu Costa est de ceux-là. À certains moments sur scène, on assista à une véritable lutte entre l’artiste et sa guitare. En fait de lutte, je parlerais plutôt de dialogue, car n’évoquer que le côté sauvage du guitariste (comme pour Baden ou Rabello) serait bien réducteur. Après l’orage, l’artiste revient caresser ses cordes pour dévoiler toute la richesse harmonique de ses compositions. Aucune de celles-ci ne représente un style pur. Elles sont toutes le confluent d’influences telles que le jazz, la bossa, la samba, le chôro, le flamenco ou parfois même la valse ou la salsa. Un carrefour de genres comme l’est la musique brésilienne par définition.
Baden Powell (1937-2000), à jamais l'incarnation de la guitare brésilienne.
C’est donc à tout cela que Yamandu Costa nous a convié ce jeudi 19 mars, seul (ce qui nous laisse apprécier davantage toute son expressivité) simplement armé de sa guitare…Et de ses espadrilles. Du haut de ses 28 ans, ce génie de la 6,7, ou parfois 8 cordes, issu d’une famille de musicien du Rio Grande do Sul (sud du Brésil), nous a servi une dizaine de titres qui auront enthousiasmé par sa virtuosité et sa sensibilité, un public de connaisseurs gagné d’avance…(pour la vidéo de Yamandu, voir le post précédent). RAPHAEL RABELLO: "Desveirada"
La guitare est l’instrument symbole du Brésil par excellence, et je m’en voudrais, dans ce petit texte, de ne pas énumérer d’autres grands guitaristes brésiliens qui, dans le monde, ont assis depuis longtemps leur réputation. Me viennent à l’esprit le multi instrumentiste EgbertoGismonti, les formibables Toninho Horta du Minas Geraes ou Guinga de Rio de Janeiro, les frères José et Odair Assad (se dernier vit à Bruxelles) et leur sœur Badi Assad, ToninhoRamos, le plus jeunes Zé Paulo Becker, et enfin le fameux Toquinho, plus connu comme partenaire de Vinicius de Moraes (1927-1980), mais aussi compositeur de nombreux standards brésiliens et guitariste très brillant.Enfin la guitare, ce sont aussi de grands compositeurs du passé comme Garoto (1915-1955), Paulinho Nogueira (1929-1902), Dino Sete cordas (1918-2006), Rosinha de Valença (1941-2004)… Et j’en oublie tant d’autres qui ont séduit ceux qui, comme moi, n’étaient pas forcément destinés à apprécier la musique instrumentale. Ils apportent aux compositions qu’ils jouent, leurs jeux exceptionnels mais aussi leurs personnalités d’homme et de femme.
Yamandu Costa em Bruxelas. O artista brasileiro que visitou nossas terras trasnformou-se numa peça rara! Razão pela qual, quando esse evento acontece, nós o degustamos delicadamente, com uma colherzilha de prata. Na verdade, Yamandu Costa não é alguém a quem se possa chamar de estrela da música popular brasileira. Como todos aqueles que são os luminares da música instrumental, sua arte é curtido por um nicho de amadores melómanos no seu próprio país. Mas eles contam com a vantagem de agregar um público para além de suas fronteiras (alias bem maior), a exemplo de outros monstros sagrados como Hermeto Pascoal ou Egberto Gismonti, para citar aqueles que são provavelmente os mais célebres. Os especialistas que compram os álbuns ou se rendem aos shows dessa categoria de artistas se encontram dentro de um círculo bem mais amplo do que aquele dos simples apreciadores das músicas do Brasil. Não é preciso sondar o público heterodoxo numeroso que compareceu ao espaço “Senghor de Bruxelles”, nesse último 19 de março, para se convencer do fato. A sala precisava ser maior para acolher os admiradores do genial instrumentista, que já contabiliza em seus ativos seis álbuns distribuídos no Brasil desde 2001 (visite o site: www.yamandu.com.br). Além do mais, se Yamandu Costa é um grande violonista, ele é antes de tudo um grande violonista brasileiro! Seguindo a grande tradição daqueles que seu país nos apresenta depois de décadas. Daqueles que tocam um violão percussivo, um “violão sujo”, por assim dizer: toca um violão selvagem, sem floreios, e quase visceral em alguns momentos. Faz lembrar do frágil BadenPowell (1937-2000) maltratando seu violão como se sua vida dependesse dele, mas também de Raphael Rabello, enorme talento que partiu cedo demais (1962-1995). Yamandu Costa é desse tipo. Em certos momentos, em cena, assistia-se a uma verdadeira luta entre o artista e seu violão. E falando em luta, eu diria que acima de tudo há um diálogo, uma vez que evocar apenas o lado selvagem do violonista ( bem como em relação a Baden ou Rabello ) seria uma abordagem bastante reducionista. Depois do “combate”, o artista volta a acariciar suas cordas para revelar toda a riqueza harmônica de suas composições. A maioria delas não chega a representar um estilo puro. Elas são em sua maioria a conjunção de influências tantas quanto as do jazz, da bossa, do samba, do choro, do flamenco, ou por vezes até da valsa ou da salsa. Uma interseção de gêneros como é a própria música brasileira por definição. Foi então a tudo isso que nos convidou Yamandu Costa nessa última quinta, 19 de março, só (de forma a apreciarmos amplamente toda a sua expressividade) e munido simplesmente de seu violão... e de suas alpercatas. Do alto de seus 28 anos, esse gênio das seis, sete, ou até das oito cordas, oriundo de uma família de músicos do Rio Grande do Sul, nos ofereceu uma dezena de títulos que entusiasmaram, por seu virtuosismo e sua sensibilidade, um público de iniciados já pré-conquistados...
Sabemos que o violão é o instrumento símbolo do Brasil por excelência, e eu não poderia, dentro desse pequeno texto, deixar de enumerar outros grandes violonistas brasileiros que, mundo afora, tiveram suas reputações reconhecidas desde longa data. Me vêem à memória o multinstrumentista Egberto Gismonti, os grandes Toninho Horta (de Minas Gerais) e Guinga (do Rio de Janeiro). Também os irmãos José e Odair Assad (esse último mora em Bruxelas) e sua irmã Badi Assad, além de Toninho Ramos e Zé Paulo Becker (esse último mais jovem). E finalmente, o famoso Toquinho, mais conhecido como parceiro de Vinicius de Moraes (1927-1980), porém também um comopositor de inúmeros clássicos brasileiros e violonista brilhante. E não podemos esquecer grandes compositores do passado, como Garoto (1915-1955), Paulinho Nogueira (1929-1902), Dino Sete Cordas (1918-2006), Rosinha deValença (1941-2004), ... E me esqueço aqui de tantos outros que seduziram aqueles que, como eu, não estavam destinados forçosamente a apreciar a música instrumental. Eles trouxeram às composições que interpretam, além de suas habilidades excepcionais como músicos, suas fortes personalidades de homen e de mulher.
En vidéo: YAMANDU COSTA & TOQUINHO: "Bacchaninia n°1" (Heitor Villa Lobos) BADEN POWELL: "Samba Triste" (Baden Powell)
-Tropicália est une émission uniquement centrée sur les musiques populaires brésiliennes. Vous pouvez la retrouver tous les lundis sur Radio Judaica (90,2FM ou sur www.radiojudaica.be) à partir de 21h50. Durée aproximative : 2h30…
-Tropicália é o maior programa de MPB na Europa, apresentado em francês. Todas as segunda feiras na Radio Judaica (www.radiojudaica.be) à partir de 17h50 (hora de Brasilia) Duração aproximativa : 2h30.
Liste des titre du programme du 09/02 Eis a lista das musicas tocadas nas ondas este 9/02: Générique: YAMANDU COSTA: "Lamentos no morro" (Goroto)
Spécial Titãs et connexions…Titãs e conexoes…
TITÃS : « Sonifera ilha » (Mello/ Fromer/ Bellotto/ Barmack/ Pessoa) TITÃS :« A Melhor banda de todos os tempos… »(S.Britto/ B.Mello) TITÃS :« Enquanto houver sol » (Sergio Britto) TITÃS : « Tudo em dia »(Antunes/ Mello/ Britto) NANDO REIS : « E.C.T. »(Nando Reis/ Marisa Monte/ Carlinhos Brown) CÁSSIA ELLER (& GILBERTO GIL) : « Fiz o que pude »(Nando Reis) ARNALDO ANTUNES :« Para lá » (Adriana Calcanhotto/ Arnaldo Antunes) TRIBALISTAS :« Passe em casa »(Antunes/ Monte/ Brown/ M.Menezes) TRIBALISTAS : « Já sei namorar » (M.Monte/ C.Brown/ A.Antunes) PAULO MIKLOS :« Hoje » (P.Miklos)
Vidéos: MARISA MONTE & ARNALDO ANTUNES: "Paradeiro" PAULO MIKLOS: "Hoje"
-A nova cena musical feminina segundo Chales Gavin (baterista dos Titãs)-Vide album « Chill Brasil 5 » (2008). No ar este 09/02: -La nouvelle scène féminine brésilienne selon Charles Gavin (batteur du groupe Titãs). Concepteur de la compilation Chill Brasil 5 (2008).
MARIANA AYDAR : « Candomblé »(Danilo Caymmi/ E.Souto/ P. Antonio) CRIS DELANO :« Canoeiro »(Dorival Caymmi) CÉU :« Malemolência »(Alec Haiat/ Céu) MONICA SALMASO :« Menina amanha de manha »(Perna/ Tom Zé) VANESSA BUMAGNY :« Ta começando »(Vanessa Bumagny) MARIANA DE MORAES : « Vivo sonhando » (Tom Jobim) KATIA B. :« Viajei » (Vitor Ramil) THALMA DE FREITAS : « Tranqüilo » (Kassin) ROBERTA SÁ : « Que belo estranho dia para se ter alegria »(Lula Queiroga) MARIANA BALTAR : « Zumbi »(Jorge Benjor) PAULA LIMA : « Novos alvos »(Zélia Duncan/ Ana Costa/ Mart’nália) ANA COSTA :« Não sei o que dá »(Zélia Duncan/ Ana Costa/ Mart’nália) MYLENE : « Nela lagoa »(Mylene Pires/ F.Nunes/ L.Trigo) MART’NÁLIA : « Beco »(Mart’nália/ Mombaça)
Vidéo: CEU: "Malemolência"
En attendant la semaine prochaine… Esperando a proxima semana…
TOOTS THIELEMANS & THE BRASIL PROJECT : « Bluesette »(Toots Thielemans/ Norma Gimbel/ Ivan Lins) CAETANO VELOSO : « Circuladô de fulô » (Caetano Veloso) CAETANO VELOSO : « Sampa »(Caetano Veloso) METRÔ : « Mensagem de amor » (Herbert Viana)
Tropicália 17, le 16/03 aura pour thème les liens étroits entre Toots Thielemans et le Brésil…
Tropicália 17, dia 16 de março, tera um bloco especial dedicado ao jazzman e gaitista belga Toots Thielemans e suas conexoes com o Brasil…
"O Segundo Sol"- CASSIA ELLER (composition de Nando Reis)
Générique : YAMANDU COSTA : « Lamentos no morro » (Garoto)
VERONICA SABINO : « Agora »(Veronica Sabino) CAETANO VELOSO :« Un Vestido y un amor » (Fito Paes)
PEDRO LUIS E A PAREDE :« Santo samba »(Pedro Luis) ADRIANA CALCANHOTTO : « Mulher sem razão »(Dé/ Bebel Gilberto/ Cazuza) TONI PLATÃO : « Louras geladas »(Paulo Ricardo/ Luiz Schiavon) O RAPPA :« Meu santo ta cansado »(O Rappa)
MIRTON : « Embolada da bola »(Mirton) MIRTON & CEUMAR :« Toda batida »(Mirton) MIYAZAWA :« Na palma da mão »(Pedro Luis/ Miyazawa) VITOR RAMIL + MARCOS SUZANO : « Viajei »(Vitor Ramil) BRUNO MORAES : « Para lembrar »(Bruno Moraes) DANILO MORAES : « Desafio »(Danilo Moraes) NANDO REIS : « Dessa vez » (Nando Reis )
MYLENE :« Clareou » (Mylene/ Fernando Nunes) DIANA MIRANDA : « Leão do Norte »(Lenine/ P.C.Pinheiro) ELBA RAMALHO :« Ouro puro » (Cecílio Nena/ César Rossini) CAROL SABOYA : « Águas passadas »(Mário Sève/ Chico César) THAÍS MOTTA :« O Som do samba »(Arthur Maia/ Moutinho/ Ciribelli/ T. Motta) GISELLA : « Capricho da sorte »(Sérgio Santos) ELISA QUEIRÓS : « Céu acima »(Fred Martins/ Marcelo Diniz) DANIELA MERCURY : « De Qualquer lugar »(Lenine/ Dudu Falcão) MARGARETH MENEZES & IVETE SANGALO :«Como tu » (Carlos Vives/ Ivan Medina)
VIRGINIA ROSA : « Pan y leche » (M.Fereira) ZÉ RENATO & PAULINHO MOSKA : « Cama de ilusão » (Z.Renato/ P.Moska) MIÚCHA & JOÃO GILBERTO :« Izaura »(Herivelto Martins/ Robert Roberti) SANDRA DE SÁ : « Sozinho »(Peninha)
En vidéos: VERONICA SABINO: "Agora" / FITO PAES: "Un vestido y un amor"/
CE BLOG EST DÉDIÉ AUX CURIEUX QUI AIMERAIENT CONNAÎTRE L'ART ET LA MUSIQUE POPULAIRE BRÉSILIENNE. UNE OCCASION POUR LES FRANCOPHONES DE DÉCOUVRIR UN MONDE INCONNU OU IL EST DE MISE DE LAISSER SES PRÉJUGES AU VESTIAIRE.
Né à Bruxelles en 1964, Daniel, gradué en Histoire de l’Art de l’Institut Royal des Beaux Arts, a toujours été très lié à la musique. Chroniqueur de rock et soul anglo/américain dans les années 1980 dans la revue Télémoustique, il découvre le Brésil et sa culture à partir de juin 1988. Il s’ensuit bientôt 40 voyages au cours desquels il s’enrichit d’un fond d’archives conséquent, composé actuellement de plus de 7 000 CD’s, un millier de DVD musicaux et bonne centaine d’ouvrages lié à la Musique Populaire Brésilienne. A cela s’ajoutent encore des centaines d’heures de programmes enregistrés sur cassettes vidéos. Il décide alors de donner vie à sa passion par le biais des ondes hertziennes. C’est d’abord l’émission « Aquele Abraço » qui voit le jour pour la première fois le 27 juin 2003, sur la radio hispanique « Alma/si », un public plus large, il lance « Tropicalia » sur Radio Judaica, toujours sur antenne à l'heure actuelle, tous les lundi soir à 21 h 45Trois heures d’émission où Daniel s’aventure à dévoiler un Brésil musical inconnus chez nous. Nous sommes alors en juin 2004. Préparant déjà ce projet radiophonique, il effectue un voyage crucial en novembre 2003. Voyage durant lequel, il rencontre des présidents des maisons de disques, « Majors » ou indépendantes, des historiens de la MPB ainsi qu’une multitude d’artistes, allant des pionniers de la Bossa Nova, jusqu’aux groupe les plus alternatifs. Daniel se fait fort d’acquérir en temps réel, ce qui sort dans le monde brésilien. Une passion qui n’est pas sans intriguer les brésiliens eux-même comme en témoignage un article paru à son encontre, le 13 mars 2004 dans le quotidien « Jornal do Brasil ». Un autre encore paraîtra dans le « Globo on line » sur le blog d’Ivna Maluly, journaliste brésilienne, en décembre 2007. Dans ce dernier papier, Ivna met en évidence une autre passion de Daniel, qui concerne toujours son pays de cœur : l’Art Populaire Brésilien. C’est en effet par hasard, lors des rencontres avec les célèbres « Sambistas » (compositeurs de Samba), Martinho da Vila et Paulinho da Viola, qu’il tombe sous le charme des peintures d’Heitor dos Prazeres. De là, il découvre un art populaire, qui possède une véritable identité culturelle, opposé à un art « intellectualisant » qui se nourrit abondamment de l’influence étrangère. Mais pour Daniel, la musique avant toute chose ! Son souhait, faire prendre conscience au plus grand nombre, qu’il existe à dix mille kilomètres de la Belgique, un pays qui produit une musique qui, tant rythmiquement que mélodieusement, s’avère être une des meilleures du monde, et qui va bien au delà de la simple curiosité folklorique.
Perfil
Daniel Achedjian nasceu em 1964 em Bruxelas, Bélgica. Formou-se em História da Arte e em Jornalismo, e sempre manteve uma estreita ligação com a música – sua grande paixão. Daniel trabalhou na década de 80 como crítico de rock e soul anglo-americanos para uma revista européia especializada. Foi por essa via, ainda indireta, que Daniel fez contato com o Brasil e sua cultura, em 1988. A partir de 2003, depois de uma viagem especialmente marcante ao Rio de Janeiro, passou a dedicar-se à crônica da Música Popular Brasileira, no intuito de divulgá-la na Europa de língua francesa. Para tanto chegou a criar um programa de rádio na Belgica – “Tropicália”, ainda no ar agora, em 2009! O Programa passa na Radio Judaica, todas as segunda feiras as 18h 45, hora do Brasil, e pode ser escutado no site www.radiojudaica.be Hoje, depois de quase 40 viagens no Brasil, o jornalista é detentor de um arquivo pessoal de sete mil CDs, 1.500 DVDs musicais, milhares de horas de gravaçõesem VHS e centenas de livros sobre a MPB. No entanto, o material mais precioso do jornalista é uma coleção de entrevistas realizadas ao longo dos últimos 20 anos. Dela constam relatos inéditos de compositores, intérpretes e outros personagens famosos do cenário musical brasileiro – do tradicional ao contemporâneo.
Em certo momento de sua trajetória pessoal e profissional, Daniel Achedjian, por influência dos mestres do sambaMartinho da Vila e Paulinho da Viola, foi seduzido pelas pinturas de Heitor dos Prazeres, figura mítica da Arte Popular Brasileira. A partir dessa nova descoberta, Daniel passa também a colecionar pinturas e esculturas desses artistas, de diversas origens: do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, as aldeias do Pernambuco. Daniel prevê manter seu ritmo de viagens ao Brasil - duas vezes por ano, no mínimo. De sua pauta consta o aprofundamento de suas pesquisas sobre as manifestações artísticas brasileiras como um todo, com destaque para a Arte Popular Brasileira e a sempre eterna MPB. A história de amor entre o jornalista belga e a cultura brasileira pode ser conferida em detalhes nos seguintes registros: numa entrevista concedida ao JB em março de 2004, e num post da eurojornalista brasileira Ivna Maluly para o blog “Europa: Capital Bruxelas” em 2007 - Globoonline.
VERÔNICA FERRIANI "If you want to be a lover" (O.Brown Jr/ L.Henrique)----FRED MARTINS: "Agora é com você" (Fred Martins)
Objectifs du blog
Il y a des jours où je me sens comme cette sonde spatiale que les terriens ont envoyée un peu au hasard, dans l’idée de rencontrer d’autres vies intelligentes. Ils y ont engouffré, tel un panier gourmand, des éléments ambassadeurs de notre planète (de moins en moins) bleue. Parmi ces symboles, il paraît que figure un enregistrement contenant des bribes de notre musique à travers le temps. J’ai cru comprendre qu’on y trouvait un titre des Beatles, une symphonie classique, des rythmes tribaux, un hymne national…et quoi d’autre ? Une chanson de Piaf, de Brel, d’Amy Winehouse, « le Pierrot lunaire » de Schoenberg, du Pierre Boulez, un éloge funèbre, une marche militaire ou un morceau de cornemuse ? On touche à du Prévert.. ! Pas sûr que les petits hommes, de quelques couleurs qu’ils soient, ne seront pas chauds pour faire copain-copain avec nous...
Moi, belge faisant partie du plus brave des peuples de la Gaule, je possède un coffre aux trésors, venu d’un pays où il pleut beaucoup, selon les saisons. Par quelle absurdité de notre civilisation, la musique brésilienne n’a jamais envahit nos ondes conservatrices. Il est pourtant de bon ton de dire que l’on aime la World Music.
« J’adoore la world Music », « Rien de plus vrai que Cesaria Evora ! », « Je ne me lasse pas d’écouter « Buena Vista social Club.. ! ». Petites phrases extraites des conversations de la jeunesse dorée, réunie dans les bars branchés aux murs orange patiné, et aux appliques mauves.
Chers terriens, chères terriennes, sachez que sur la planète Brésil, il existe une richesse musicale que vous n’imaginez même pas. Le Japon l’a compris, cet empire dont 15% des ventes de disques viennent du pays de Pelé, Tom Jobim, Senna, Portinari, Pitangui…ou Gyssele Bunchen.
J’espère faire partager dans ce blog, cette passion dévorante, la Musique Populaire Brésilienne, et, de temps à autre, l’Art Populaire Brésilien (MPB et APB, pour simplifier).
Vous ne parlez pas portugais ? Mais connaissiez-vous l’anglais quand, tout comme moi, vous vous preniez pour John Lennon devant le miroir de votre chambre, plaquant des accords rageurs sur votre raquette de tennis ?
Mon plus grand souhait sera de lire vos commentaires, d’échanger des points de vue, et d’observer vos appréciations. J’espère aussi que ce blog vous sera instructif, et qu’il pourra répondre à vos questions, que vous n’hésiterez pas à me poser, je l’espère.