
(Textes français, texto português traduzido do francês)
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AVRIL : Le marché du disque atteint enfin sa vitesse de croisière en ce mois d’avril qui voit la sortie de plusieurs très bons albums parmi les productions de cette année.
Parmi ceux-ci, « Peixes Pássaros Pessoas », le deuxième album de Mariana Aydar qui -au sortir de cette première décennie du nouveau millénaire- s’affirme comme l’une des artistes féminines les plus originales et consistantes. Le disque, dont l’épine dorsale est composée par le musicien, producteur et partenaire de Mariana, Duani, navigue entre sambas de tradition et autres rythmes purement brésiliens, habillés d’une sonorité définitivement contemporaine.
Dans un univers pas très éloigné, Rodrigo Campos lance le fascinant « São Mateus nao é um lugar assim tão longe », produit principalement par Beto Villares (voir l’album de Céu et Zélia Duncan plus loin dans l’année). L’ancien "cavaquiniste" de Fabiana Cozza nous fait découvrir un monde musical passionnant où la samba n’est qu’un point de départ vers des chemins rythmiques et mélodiques aux méandres inattendus. Ici aussi, tradition et modernité sont les maîtres mots. « São Mateus… » est gratifié de la note maximale dans toute la presse spécialisée, mais pour des raisons encore inexpliquées, il ne parvient pas encore à trouver une distribution qu’il mérite.
Toujours sous l’enseigne de rythmes purement brésiliens, mais mélangés cette fois ci à une forte pulsion rock, le troisième album de Lula Queiroga, « Tem juizo mas não usa » (pochette ci dessus), est un creuset de trouvailles sonores et mélodiques. L’ingénieux artiste du Pernambuco s’affirme comme très complémentaire à son compagnon de route, Lenine, moins puissant, certes, mais plus créatif.
Pour revenir à du plus classique, Nana Caymmi revient avec « Sem poupar coração », un album d’inédits que l’on attendait depuis « Desejos » de 2001. Et sans faire de bruit, la grande interprète nous offre tout simplement un album d’une désarmante beauté.

L’album « Guanabara » de Fred Martins possède les défauts de ses qualités si l’on se réfère à un marché du disque où l’on a l’habitude de consommer de la musique fast food. Le compositeur cisèle des mélodies sophistiquées sur des harmonies recherchées que l’auditeur (ou le critique) impatient, ne prendra pas le temps de savourer. L’ensemble de l’album est un bel hommage à la Bossa Nova jusque dans les détails les plus méticuleux des arrangements.

Très proche du « nonsens » anglais, l’excellente pochette (et les photos du livret !) du sixième album de Carlos Careqa, « Tudo que respira quer comer », reflète assez bien l’esprit gentiment déjanté de cet artiste de l’underground de São Paulo, qui ne se définit pas aisément. Carlos Careqa utilise très librement le funk, la samba, le baião ou le tcha tcha tcha, pour porter ses textes parfois acides, parfois réflectifs ou encore totalement surréalistes, dans la droite ligne d’Itamar Assumpção ou d’André Abujamra. Ce qui n’empêche pas que certains titres font preuve d’un beau lyrisme comme la très bonne plage titulaire, Isso passará ou 28 (Vinte e oito).

Entre les nombreux dvd’s, la sortie du festif « MTV ao vivo » d’Arlindo Cruz, figure incontournable de la samba carioca arrivé à l’ apogée du succès populaire depuis son apport important à l’album « Samba meu » (2007) de Maria Rita.

Sobrevoando 2009 : abril…
ABRIL : O mercado do disco alcançou finalmente sua velocidade de cruzeiro nesse mês de abril, que observou o lançamento de muito bons álbuns dentre as produções desse ano.
Entre os quais, « Peixes Pássaros Pessoas », o segundo álbum de Mariana Aydar que, quase saindo dessa primeira década do novo milênio, se afirma como uma das artistas femininas mais originais e consistentes. O disco, cuja espinha dorsal é composta pelo músico, produtor e companheiro de Mariana, Duani, navega entre sambas de tradição e outros ritmos puramente brasileiros, vestidos de uma sonoridade definitivamente contemporânea.
ABRIL : O mercado do disco alcançou finalmente sua velocidade de cruzeiro nesse mês de abril, que observou o lançamento de muito bons álbuns dentre as produções desse ano.
Entre os quais, « Peixes Pássaros Pessoas », o segundo álbum de Mariana Aydar que, quase saindo dessa primeira década do novo milênio, se afirma como uma das artistas femininas mais originais e consistentes. O disco, cuja espinha dorsal é composta pelo músico, produtor e companheiro de Mariana, Duani, navega entre sambas de tradição e outros ritmos puramente brasileiros, vestidos de uma sonoridade definitivamente contemporânea.

Sempre sob a marca de ritmos puramente brasileiros, mas mesclados dessa vez a uma forte pulsação rock, o terceiro álbum de Lula Queiroga, « Tem juízo mas não usa » (foto acima), é uma fonte de descobertas sonoras e melódicas. O inventivo artista de Pernambuco afirma-se como bem complementar a seu companheiro de estrada, Lenine ; menos pulsante, certamente... porém mais criativo.
Para nos deter nos álbuns sem concessões, Caetano Veloso nos apresenta uma sequência mais inspirada ao álbum « Cê », com « Zii e zie », que se enquadra na mesma economia de recursos instrumentais (baixo, guitarra elétrica, bateria) para um som que tende a um rock alternativo e minimalista. Em meio a um excesso de verborragia, e melodicamente tido como pouco inspirado para alguns, e genial para outros, o fato é que constata-se que Caetano continua ainda assim um artista « pulsante » na cena brasileira.

Como todos os primeiros da classe, Vander Lee –como Jorge Vercilo- irrita a crítica especializada por sua facilidade em compor canções imediatamente no limite do brega. No entanto, o compositor de Belo Horizonte (MG) não cai jamais na armadilha nesse quinto álbum, « Faro », mais pop que seus predecessores, que contem 12 composições que são de qualquer forma (bons) hits potenciais.

Dentre os álbuns instrumentais, faz-se notar « Saudade do Cordão », do grande compositor e guitarrista Guinga, que revisita algumas de suas composições –além daquelas inéditas- com o clarinetista Paulo Sérgio Santos, que conduz todas as linhas melódicas. A sonoridade ora dolorosa, ora saltitante e ligeira da clarineta –que passeia pelos chorinhos, valsas, ou pelo côco- nos dando assim uma certa nostalgia de um Rio antigo. Esse belíssimo álbum tem um equivalente em dvd.

O selo Biscoito Fino edita « Dolores Duran entre amigos », com gravações de reuniões entre amigos em meio aos quais Dolores Duran (1930-1959) transita por um repertório formado por clássicos americanos, franceses e brasileiros. Ela se faz acompanhar pelo violão pelos ainda jovens Baden Powell e Billy Blanco. A boa qualidade desses documentos preciosos dessa cantora e compositora importante da música brasileira, mereciam mesmo vir um dia a público.
Entre os inúmeros dvd’s, o lançamento do festivo « MTV ao vivo », de Arlindo Cruz, figura indispensável do samba carioca, que atinge seu apogeu popular depois de sua importante contribuição ao àlbum « Samba meu » (2007), de Maria Rita.
A seguir / à suivre…
1 commentaire:
Gostei de como vc está apresentando as capas dos cds, mas penso que eu poderia ser a capa de Abril, afinal é o meu aniversário, vc esqueceu de comentar.
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